WEG mostra desaceleração no 1T e WEGE3 cai forte, com mercado vendo ação como cara
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Nova decepção? A WEG (WEGE3) divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) com lucro bilionário de R$ 1,46 bilhão, mas com queda anual de 5,7%, além de mostrar outros números reforçando a visão de desaceleração. Com isso, às 10h58 (horário de Brasília), os papéis caíam 3,21%, a R$ 45,77.
A empresa teve uma receita líquida de R$ 9,47 bilhões no primeiro trimestre, recuo de 6,1% na comparação anual e abaixo da expectativa média do mercado de faturamento de R$9,74 bilhões, segundo a Lseg.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,10 bilhões (-3% ano a ano), ficando 6% abaixo da estimativa do JPMorgan e 3% abaixo do consenso, impactado por receita abaixo do esperado e margens fracas – a margem bruta no nível mais baixo desde o 4T22, apesar da composição positiva, caindo 1,3 ponto percentual anualmente, para 31,6%.
Os analistas do JPMorgan já esperavam por uma reação negativa das ações nesta quarta, apesar da recente fraqueza das ações (queda de 9% nos últimos 3 meses, contra alta de 3% do Ibovespa), pois acreditava que o 1T26 trazia risco de queda para as projeções do banco e do consenso.
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Entre os principais pontos positivos, estão: i) as receitas em moeda estrangeira, em dólares americanos, expandiram 16% anualmente, ficando 4% acima da JPMe, em US$ 1,12 bilhão, impulsionadas pelo segmento EEIE (Equipamentos Elétricos Industriais e Eletrônicos), que cresceu 18% anualmente em dólares americanos; ii) a alíquota efetiva de imposto foi de 16,4%, contra 18,0% da JPMorgan e abaixo dos níveis do 1T25 e 4T25; iii) apesar da margem bruta ter ficado abaixo do esperado, a margem Ebitda ficou em linha com o consenso, em 22,2%, alta de 0,6 ponto percentual na base anual.
Do lado negativo, os principais pontos são: i) a receita bruta foi de R$ 9,47 bilhões, baixa de 6% anualmente, impactada pela valorização do real (+10% anualmente) e pela fraqueza do GTD (Geração, Transmissão e Distribuição) doméstico (-36% anualmente); ii) a margem bruta foi a mais fraca desde o 4T22, em 31,6%, apesar da composição favorável (sem receitas de energia solar); iii) o lucro por ação ficou 5% abaixo do esperado, em R$ 0,35, -6% anualmente iv) a distribuição de dividendos aos acionistas minoritários continuou a subir, atingindo 7,8%, contra 6,7% no 4T25 e 5,6% um ano antes; e v) o capex ficou 14% acima da previsão do banco, em R$ 622 milhões, estável em relação ao ano anterior.
Para o Bradesco BBI, o resultado foi negativo, com receita 3% abaixo do esperado e margens pressionadas ao ajustar para outras receitas operacionais “não recorrentes”.
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A fraca receita no Brasil foi um destaque negativo no trimestre, impactada pela esperada retração no segmento de GTD (36,4% a/a), além da redução na demanda por EEI de ciclo curto (+1,7% anualmente). Os mercados internacionais foram um ponto positivo para a receita, com crescimento de 11,2% em termos neutros de câmbio (contra 2,5% no 4º trimestre) e crescimento de 4,5% ano a ano em reais, sinalizando uma demanda mais saudável no exterior para os segmentos de EEI e GTD.
A margem bruta foi outro destaque negativo, pressionada por custos mais altos de matéria-prima, tarifas dos EUA e volatilidade cambial — fatores que provavelmente persistirão nos próximos trimestres. Embora a margem Ebitda de 22,2% tenha ficado amplamente em linha com as estimativas do BBI e com o consenso do mercado, esse resultado foi em grande parte sustentado por outras receitas operacionais, que consideramos “não recorrentes”. Se considerar outras receitas e despesas operacionais em linha com os trimestres anteriores, a margem Ebitda ficaria em torno de 20%.
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