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Vale (VALE3): a tese mudou? O que fazer com a ação após a derrocada com balanço do 1T

Analistas destacaram que reação foi exagerada e veem oportunidade, enquanto outras casas seguem com recomendação neutra The post Vale (VALE3): a tese mudou? O que fazer com a ação após a derrocada com balanço do 1T appeared first on InfoMoney.

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30 de abril de 2026·4 min de leitura
Vale (VALE3): a tese mudou? O que fazer com a ação após a derrocada com balanço do 1T

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Uma derrocada de quase 6% das ações da Vale (VALE3) na última quarta-feira (29) após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) levou a um questionamento sobre se a baixa das ações foi exagerada.

O lucro do 1T26 foi de US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano passado, com maiores volumes e preços de seus principais produtos, mas o que pesou mesmo na percepção do mercado foi a visão de altos custos.

O custo caixa C1 do minério de ferro, entretanto, subiu 12% na comparação anual, para US$23,6/tonelada, principalmente impactado pela apreciação do real frente ao dólar. Os custos all-in do minério de ferro ficaram em US$55,4/tonelada no trimestre, 8% maiores ano contra ano.

Em teleconferência, o vice-presidente executivo Comercial e Desenvolvimento da Vale, Rogério Nogueira, afirmou que a alta dos preços do petróleo e dos fretes marítimos em meio à guerra no Irã está elevando os custos globais de produção de minério de ferro, ameaçando a oferta de mineradoras menos competitivas e dando suporte aos preços da commodity. Ao falar em conferência online com investidores, o executivo disse que os custos médios na indústria cresceram em um intervalo entre US$ 5 e US$ 10 por tonelada.

Apesar da alta dos custos, analistas de mercado reiteraram visão positiva para os ativos.

Na véspera, antes da abertura do mercado, o JPMorgan apontou que os resultados foram ligeiramente do esperado, mas que compraria ações da Vale em caso de queda, destacando que não esperava grandes mudanças no consenso. O banco tem recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra).

Em relatório no meio do pregão na última quarta para comentar a teleconferência da mineradora, o Bradesco BBI destacou que a queda das ações pós-balanço foi exagerada e reiterou recomendação “outperform” (desempenho acima da média, equivalente à compra).

Em primeiro momento, aumento de despesas para o minério de ferro, como os custos caixa C1 (valores da mina ao cliente e excluindo compras de terceiros) e os custos all in (representam todos os valores despendidos pela Vale desde a mina até o porto, sem considerar o frete) preocupou analistas e lançou dúvidas sobre a qualidade do balanço.

No entanto, para a casa, a administração conseguiu enfatizar que mesmo com pressões de custos os tetos das faixas de orientação (guidance) fornecidos pela empresa serão alcançados. “Além disso, vemos com bons olhos a visão construtiva da gestão sobre o mercado de minério de ferro e o posicionamento da companhia para capturar prêmios mais elevados. Do ponto de vista de alocação de capital, também avaliamos positivamente a confiança da administração na capacidade de pagar dividendos extraordinários e intensificar a execução de recompras”, ressaltou o BBI.

O BTG Pactual ressaltou o trimestre mais fraco da Vale, mas com impacto limitado na narrativa.

“Após uma sequência de desenvolvimentos positivos nos últimos trimestres, os números vieram menos empolgantes. Ainda assim, vale destacar o efeito negativo de fatores sazonais (chuvas, menor volume e menor diluição de custos fixos)”, apontou.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou 2% abaixo da sua estimativa, mas majoritariamente explicado por resultados mais fracos em metais básicos (VBM), refletindo ajustes de preços provisórios — por naturezas difíceis de modelar e não incorporados em sua prévia (cerca de US$ 140 milhões de impacto negativo). Em outras linhas, o FCF (fluxo de caixa livre) veio razoável, mas pressionado por consumo relevante de capital de giro, implicando um yield anualizado inferior a 5% (com tendência de melhora à frente).

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