Santander (SANB11): custo de risco mais elevado pode impactar balanço?
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O Santander (SANB11) divulgará seu resultado do primeiro trimestre de 2026 nesta quarta-feira (29). O banco será o primeiro das instituições financeiras a apresentar seus dados. A expectativa de analistas é que os dados se apresentem ligeiramente piores que os observados no trimestre anterior, em especial por custo de risco mais alto.
O Goldman vê provisões mais elevadas com risco de queda no crédito corporativo, projetando R$ 4,0 bilhões em lucro líquido recorrente (-1% ante o 4T25, +5% ante o 1T25), com o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caindo para 16,7%, ante 17,2% no 4T25 e 17,0% no 1T25.
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Mesmo com receios sobre a provisão, a casa projeta expansão sequencial na receita líquida de juros, apesar da pressão contínua no mercado de receita líquida de juros (-R$ 1,0 bilhão, ante -R$ 1,5 bilhão no 4T25), que deve melhorar gradualmente ao longo do ano.
As provisões para perdas com empréstimos (+7% ante o 4T25, +3% ante o 1T25) também representam um risco de queda, considerando a exposição do banco a casos de crédito corporativo.
Por outro lado, projeta despesas operacionais e outras despesas operacionais sazonalmente menores, que são parcialmente compensadas por tarifas mais baixas. Além disso, projeta que a taxa efetiva de imposto permanecerá em um nível ainda baixo de 12,5%, normalizando-se parcialmente em relação aos 2,5% do 4T25.
O Itaú BBA também projeta um lucro de R$ 4 bilhões, ligeiramente abaixo do trimestre anterior. A receita líquida de juros (NII) total, na visão do BBA, deverá subir modestos 4% em relação ao ano anterior, para R$ 16,5 bilhões, com a NII de mercado ainda negativa.
O custo do risco, por sua vez, deverá aumentar em relação ao trimestre anterior para cerca de R$ 6,5 bilhões devido a PMEs (pequenas e médias empresas) e à sazonalidade do início do ano para créditos a pessoas físicas.
O Bradesco BBI também tem a mesma projeção de lucro, com receita impulsionada por melhores resultados de tesouraria, margem com clientes estável, custo de risco mais elevado e tarifas e despesas mais fracas por sazonalidade, resultando em queda de 1,8% do lucro antes de impostos e maior alíquota efetiva.
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