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S&P 500 dispara apesar da tensão global — e pode não ter chegado ao topo

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29 de abril de 2026·3 min de leitura
S&P 500 dispara apesar da tensão global — e pode não ter chegado ao topo

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O índice S&P 500, principal referência da bolsa americana, voltou a operar em níveis recordes mesmo após o conflito recente, no Oriente Médio. que abalou o cenário global. A explicação está na combinação entre fundos americanos que entraram na crise excessivamente protegidos e empresas que entregaram lucros bem acima do esperado.

A surpresa positiva veio principalmente da tecnologia. A fabricante de memórias Micron (MU) sozinha respondeu por mais da metade do crescimento de lucros das empresas do índice desde o início do conflito. Já as petroleiras, apesar do peso pequeno na composição da bolsa, dobraram ou triplicaram seus resultados, contribuindo para um avanço de 4% a 5% nas projeções de lucro.

A análise foi feita por Gustavo Campanha, gestor de ações globais da WHG, durante o programa Expert Talks. Ele participou ao lado de Fernando Fenolio, economista-chefe da gestora, em conversa conduzida pelo estrategista-chefe da XP, Fernando Ferreira, e pelo economista-chefe da casa, Caio Megale.

Campanha observou que fundos que seguem tendências de mercado de forma automática estavam vendidos no auge do conflito e ainda não recompraram toda a posição que poderiam ter.

A WHG aproveitou os momentos de tensão. No dia em que a bolsa americana chegou a cair 15% após anúncios de tarifas do presidente Donald Trump, o fundo da casa estava posicionado contra os Estados Unidos e protegeu o capital dos investidores.

Walsh no comando do Fed pode mudar regras do jogo

A conversa se voltou para a possível chegada de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve, o banco central americano.

Indicado por Trump com a missão clara de reduzir juros, Warsh enfrentou uma sabatina dura no Congresso e pode ter dificuldade para ser aprovado enquanto Trump não conseguir afastar do cargo o atual presidente da instituição, Jerome Powell, cujo mandato ainda está em vigor. 

Fenolio antecipou as duas mudanças centrais que Walsh tende a defender. A primeira é alterar a forma como o Fed analisa a economia, dando mais peso aos ganhos de produtividade que a inteligência artificial pode trazer no médio prazo.

A segunda — mais polêmica — é trocar o índice de inflação usado como referência para definir a política de juros.

“Trocar a métrica de inflação que eu gosto de olhar tem que ser muito bem construído para não gerar uma sensação de oportunismo”, ponderou Fenolio.

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