Rei Charles III chega a Washington em meio à crise entre EUA e Reino Unido
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O rei Charles III chega a Washington nesta segunda-feira, 27, para iniciar uma visita de quatro dias aos Estados Unidos, em um momento de tensão entre americanos e britânicos, com questões de segurança em destaque.
Um tiroteio em um jantar em Washington, do qual o presidente americano Donald Trump participava no sábado, 25, provocou uma revisão de última hora da segurança da viagem, destinada a celebrar os 250 anos dos EUA e a “relação especial” entre americanos e britânicos.
O Palácio de Buckingham afirmou que o rei “está muito aliviado ao saber que o presidente, a primeira-dama e todos os convidados não foram feridos”. Após uma revisão de segurança, a instituição disse que a viagem “prosseguirá conforme planejado”.

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Uma divergência entre os governos dos EUA e do Reino Unido sobre questões como a guerra no Irã já havia elevado as apostas políticas para a visita do monarca britânico.
Nas últimas semanas, Trump criticou o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, por se recusar a se juntar aos ataques militares de Washington ao Irã. Ele chegou a se referir a Starmer como “não Winston Churchill”, em referência ao primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, que cunhou a expressão “relação especial” para o vínculo entre americanos e britânicos.
Isso faz parte de uma divergência mais ampla entre Trump e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a quem ele chamou de “covardes” e “inúteis” por não se juntarem à guerra no Oriente Médio.
Um e-mail interno do Pentágono, vazado na semana passada, sugeriu que os EUA poderiam reavaliar o apoio à soberania do Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul. Reino Unido e Argentina travaram uma guerra em 1982 pelas ilhas.
O presidente insiste que o distanciamento político não afetará a visita real. Charles “não tem nada a ver com isso”, disse Trump em março, referindo-se à Otan.
Trump também já se referiu ao rei em termos elogiosos, chamando repetidamente o monarca de seu “amigo” e de um “grande sujeito”.
Ele ainda menciona com frequência sua viagem “incrível” ao Reino Unido , realizada em setembro do ano passado, para uma segunda visita de Estado sem precedentes. O convite do rei para a viagem foi entregue pessoalmente por Starmer no Salão Oval, cinco semanas após o retorno do republicano ao cargo, em uma tentativa pública de conquistá-lo.
A família real britânica organizou uma cerimônia para os Trump que incluiu guardas em trajes escarlates, bandas de metais e um luxuoso banquete no Castelo de Windsor.
“Trump sempre teve grande respeito pelo rei Charles, e sua relação foi ainda mais fortalecida pela histórica visita do presidente ao Reino Unido no ano passado”, disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, à agência de notícias Associated Press.
“O presidente aguarda com expectativa uma visita especial de Suas Majestades, que incluirá um belo jantar de Estado e vários eventos ao longo da semana”, acrescentou Anna.
Trump, por sua vez, disse à emissora BBC que a visita do rei poderia “absolutamente” ajudar a reparar a relação transatlântica. “Ele é fantástico. Ele é um homem fantástico. Absolutamente, a resposta é sim”, afirmou.
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