Quais as habilidades mais exigidas no mercado de trabalho? Técnica já não basta; veja
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Em um mercado de trabalho pressionado por transformação digital, inteligência artificial e mudanças no perfil da força de trabalho, as empresas estão revendo o que realmente buscam na hora de contratar e promover profissionais. Se antes dominar ferramentas técnicas podia bastar, agora o cenário parece outro: competências humanas, capacidade de gestão e leitura estratégica do negócio ganharam protagonismo.
Levantamento divulgado pelo LinkedIn, com base em vagas publicadas na plataforma, aponta as 10 habilidades mais demandadas atualmente pelas empresas: gestão, comunicação, atendimento ao cliente, liderança, vendas, gestão de projetos, pesquisa, habilidades analíticas, marketing e trabalho em equipe. O ranking sugere uma guinada importante: o mercado quer profissionais capazes de combinar execução técnica com relacionamento, coordenação e tomada de decisão.
Na prática, o recado é claro. O profissional valorizado em 2026 não é apenas o especialista isolado em sua área, mas alguém capaz de navegar em ambientes complexos, colaborar com diferentes áreas e gerar resultado em meio a mudanças rápidas.
- Gestão e liderança sobem na lista
- Comunicação virou ativo de negócio
- Saúde mental amplia valor das competências
- O avanço das habilidades híbridas
- O que o profissional deve fazer agora
Gestão e liderança sobem na lista
As duas primeiras posições do ranking chamam atenção. Gestão aparece em primeiro lugar, seguida de comunicação, enquanto liderança ocupa a quarta posição, atrás de atendimento ao cliente. O movimento coincide com outro sinal de alerta vindo das empresas.
Pesquisa recente da Robert Half mostrou que 78% dos executivos temem a falta de sucessores preparados para sustentar os negócios nos próximos anos. Entre companhias de capital aberto, 56% afirmam combinar talentos internos e externos em seus planos sucessórios, enquanto 36% apostam apenas em talentos internos. Já entre empresas privadas, 50% também misturam recrutamento interno e externo e 30% dependem apenas da formação interna.
Os números indicam que formar lideranças se tornou prioridade estratégica. Não por acaso, habilidades como gestão, liderança e comunicação aparecem entre as mais buscadas.
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Comunicação virou ativo de negócio
Se antes comunicação era vista como diferencial, hoje se tornou requisito central. Equipes híbridas, trabalho remoto, decisões mais rápidas e integração entre áreas elevaram o peso dessa competência.
Um estudo global da Hogan Assessment identificou um descompasso entre o perfil de executivos promovidos e aquilo que os times esperam de seus líderes. No Brasil, 72% dos profissionais apontam a comunicação cuidadosa como característica essencial em um líder, enquanto 61% valorizam colaboração e senso de pertencimento, 57% priorizam decisões baseadas em dados e 69% destacam o aprendizado contínuo.
Em outras palavras, empresas seguem premiando ambição e visibilidade em muitos casos, mas os funcionários pedem clareza, previsibilidade e capacidade de ouvir.
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Saúde mental amplia valor das competências
A ascensão das chamadas soft skills também conversa com outro fenômeno recente: o avanço do adoecimento emocional no trabalho.
Estudo da Gupy, empresa de tecnologia para recursos humanos, que compilou dados da Previdência Social, mostrou que o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025. O volume reforça a pressão sobre empresas para criar ambientes mais saudáveis e lideranças mais preparadas para gerir pessoas.
Nesse contexto, comunicação, trabalho em equipe, gestão e liderança deixam de ser apenas competências desejáveis. Passam a ser ferramentas concretas para reduzir ruído interno, melhorar clima organizacional e evitar desgaste crônico.
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