Procurador americano conta como começou a investir em Bitcoin e por que foi obrigado a vender tudo
A conferência Bitcoin 2026 reuniu Todd Blanche, procurador-geral interino dos EUA, e Kash Patel, diretor do FBI, no primeiro dia do evento, nesta segunda-feira (27). Embora a dupla não tenha participado presencialmente, devido aos desfechos da prisão do atirador do jantar onde Trump estava presente,

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A conferência Bitcoin 2026 reuniu Todd Blanche, procurador-geral interino dos EUA, e Kash Patel, diretor do FBI, no primeiro dia do evento, nesta segunda-feira (27).
Embora a dupla não tenha participado presencialmente, devido aos desfechos da prisão do atirador do jantar onde Trump estava presente, ambos se mostraram contentes em participar virtualmente da apresentação.
O destaque das falas fica para as histórias de como eles conheceram o Bitcoin.
Procurador afirma que começou a investir em Bitcoin por conta do filho
Hoje com 51 anos, o procurador americano Todd Blanche conta que comprou Bitcoin pela primeira vez há cerca de 10 anos por influência do filho.
“Como muitos pais de 51 anos, eu comecei a investir em Bitcoin porque meu filho, quando estava na faculdade, me disse que eu era um palhaço e um idiota por não investir em Bitcoin. Eu segui o conselho dele e comecei a investir em Bitcoin, acho que há cerca de 10 anos, talvez um pouco mais.”
Há exatos 10 anos, a criptomoeda era negociada na faixa dos US$ 1.300 e se preparava para um grande rali, chegando próximo aos US$ 20.000 ainda em 2017.
Mais tarde, em outubro de 2025, o Bitcoin superou os US$ 126.000. No entanto, Blanche não aproveitou essa disparada.
Isso porque ele foi obrigado a vender as suas moedas para aceitar o cargo de vice-procurador-geral.
“[Isso] até hoje me deixa indignado, porque acho que isso mostra exatamente o que você está dizendo, Paul, um mal-entendido fundamental sobre o que é o Bitcoin e sobre os desafios financeiros associados a ele”, comentou Blanche.
“Porque agora estou sem nenhum Bitcoin, e isso me deixa muito irritado, mas estou lidando com isso. Enfim, eu acompanho esse tema há muito tempo, sei apenas o suficiente sobre a indústria cripto para, espero, ter sucesso neste cargo. Mas, no momento, não tenho permissão para possuir nenhum ativo em cripto.”
Diretor do FBI conta que também conhece o Bitcoin há uma década
Se apresentando, Kash Patel, diretor do FBI, conta que sua história com o Bitcoin é um pouco diferente, mas também começou por volta de 2017, justamente em Las Vegas, onde a conferência está sendo realizada.
“Um dos meus melhores amigos em Las Vegas, quando saí da administração Trump pela primeira vez, começou a me falar sobre Bitcoin, ativos virtuais e cripto”, iniciou Patel. “E eu finalmente comecei a entender melhor o assunto e a olhar para o futuro, tanto em termos de investimento quanto de estabelecer uma base monetária e salvaguardas para minha família e para o nosso futuro.”
“Eu me convenci depois da enorme quantidade de pesquisa que meu amigo me mandou enfrentar […]. Mas, depois que adquiri esse entendimento, percebi que o Bitcoin e os ativos virtuais são ativos como o dólar. E se desfazer deles com base em padrões antigos e ultrapassados, que não se aplicam à sociedade moderna, só está enfraquecendo nossa economia e também a forma como fazemos negócios e interagimos no dia a dia.”
Na sequência, a dupla comentou sobre as mudanças regulatórias em relação ao setor com a volta de Trump à presidência dos EUA.
“Não estamos ali para policiá-lo do ponto de vista regulatório. Estamos ali, como o procurador-geral disse, simplesmente para encontrar crimes onde eles existirem”, comentou Patel. “E, infelizmente, apesar de tudo de bom que o Bitcoin e a comunidade de ativos virtuais fazem, há maus atores e adversários que se aproveitaram desse espaço.”
Na semana passada, por exemplo, os EUA confiscaram US$ 700 milhões em criptomoedas ligadas a centros de golpes no sudeste asiático. Outro caso recente foi a prisão de um jovem de 22 anos envolvido em um roubo de US$ 263 milhões em Bitcoin.
Em outro trecho, Blanche e Patel responderam críticas sobre a prisão de desenvolvedores, como do Tornado Cash e da Samourai Wallet.
“O princípio básico é o seguinte: se você está desenvolvendo software, se você é um programador, se faz parte desse processo e não é o usuário final, e não está ajudando nem sabendo que um terceiro está usando o que você desenvolveu para cometer crimes, você não será investigado nem acusado”, comentou Blanche.
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