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Preço da memória já subiu 30% no Brasil, dizem empresários

Reajustes chegam a 100% na cadeia e afetam quase metade da indústria. Demanda acelerada por data centers de IA causou desequilíbrio no mercado. Preço da memória já subiu 30% no Brasil, dizem empresários

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Tecnoblog
23 de abril de 2026·2 min de leitura
Preço da memória já subiu 30% no Brasil, dizem empresários

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Ilustração que mostra um celular e um notebook ao lado de uma moeda para representar um aumento de preços desses produtos
Encarecimento da memória afeta quase metade da indústria brasileira (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O preço da memória subiu 30% no Brasil, com reajustes de até 100% na cadeia de fornecimento.
  • 47% das empresas eletroeletrônicas relatam aumento nos custos de componentes e matérias-primas.
  • A demanda acelerada por data centers de inteligência artificial causou desequilíbrio no mercado e deve persistir até 2028.

A alta no preço das memórias já é percebida pelo consumidor brasileiro, mas agora aparece com mais clareza nos dados do setor. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os reajustes podem chegar a 100% ao longo da cadeia de fornecimento, e cerca de 30% já é repassado no preço final de notebooks, celulares e TVs.

De acordo com a entidade, 47% das empresas eletroeletrônicas relatam aumento nos custos de componentes e matérias-primas – o terceiro avanço consecutivo desde novembro, quando o índice era de 23%. 

Vale lembrar que os dados se referem ao repasse médio no preço final de produtos acabados. No mercado de componentes avulsos, como módulos de memória RAM e SSDs, o cenário é de volatilidade extrema e os preços, em muitos casos, dobraram ou triplicaram.

Em nota, a Abinee avalia que a situação atual é mais grave do que a observada durante a pandemia. Desta vez, a pressão vem da demanda acelerada por data centers de inteligência artificial, que tem redirecionado a produção de semicondutores e limitado a oferta para o mercado tradicional.

A expectativa é de que o desequilíbrio persista até 2028, projeção que vem sendo repetida por analistas e pela própria indústria há algum tempo. Além das memórias, outros insumos também encareceram, como cobre, alumínio, ouro, prata e plásticos, estes últimos puxados pela alta do petróleo em meio às guerras e tensões geopolíticas.

A escassez ainda não é generalizada, mas já há sinais de deterioração no mercado: 13% das empresas que dependem de semicondutores relatam dificuldades de abastecimento — 5 pontos percentuais a mais do que os 8% observados na pesquisa anterior.

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