Pix fora do Brasil: próxima etapa na internacionalização dos pagamentos
Pagamento instantâneo já pode ser feito em vários países da América Latina, como Paraguai e Argentina, e até na Europa, em lojas da França, Portugal e Espanha The post Pix fora do Brasil: próxima etapa na internacionalização dos pagamentos appeared first on InfoMoney.

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As férias de julho estão chegando e, com elas, começa o período de planejamento de viagens. Não importa se o destino é levar as crianças para um passeio ou fazer um roteiro romântico pelas ruas de Paris. Em todos os casos, o planejamento financeiro é essencial. Isso inclui pensar nos meios de pagamento, como cartão, dinheiro ou qualquer outro método, inclusive o Pix — mesmo fora do Brasil.
A facilidade do pagamento instantâneo foi tamanha que começou a conquistar outros territórios e ganhar escala. Ainda que de forma gradual, pois depende de acordos entre bancos e lojistas estrangeiros, o avanço dessas soluções já sinaliza uma nova etapa na internacionalização do meio de pagamento de maior sucesso do Brasil, que tem potencial para mudar a experiência de consumo de turistas e até de transações do dia a dia agora também fora do país.
Hoje, brasileiros já conseguem usar o Pix em estabelecimentos no exterior por meio da leitura de QR Codes, desde que o lojista esteja integrado a plataformas que viabilizam esse tipo de operação. Em alguns casos, o pagamento é feito diretamente em reais, enquanto o comerciante recebe em moeda local, sem que o consumidor precise lidar com conversão cambial ou cartões internacionais.
“Com o fluxo intenso de brasileiros em determinados países, alguns lojistas passaram a aceitar Pix. O consumidor só precisa escanear o QR Code, como faz aqui e realizar o pagamento instantâneo em reais pelo aplicativo do banco”, explica Helene Romanzini, líder de Produto da Wise no Brasil.
Como funciona o Pix fora do país
Na prática, o processo é tão simples para o usuário como por aqui, mas envolve uma infraestrutura tecnológica bastante complexa por trás. Ao realizar a compra, o estabelecimento gera um QR Code com o valor já convertido para reais. O cliente apenas escaneia o código e confirma o pagamento via Pix, usando saldo em reais. A conversão pode ser feita pela máquina de pagamento, automaticamente.
A experiência, segundo especialistas, é semelhante à de uma compra no Brasil, eliminando etapas como compra prévia de moeda estrangeira ou uso exclusivo de cartão internacional.
Infraestrutura global
Para ter essa simplicidade, o mercado vem construindo uma rede robusta de interoperabilidade entre sistemas de pagamento. Um exemplo é o RoamingPay, plataforma lançada pela PagBrasil para conectar sistemas como Pix (Brasil), Transferencias 3.0 (Argentina), SIPAP (Paraguai) e Bre-B (Colômbia). A proposta é permitir pagamentos internacionais em tempo real, diretamente pelos aplicativos bancários dos usuários.
“Os sistemas de pagamento estão se tornando infraestrutura estratégica, como energia ou telecomunicações. O próximo passo é conectá-los globalmente”, afirma Ralf Germer, co-CEO da PagBrasil. A expectativa da empresa é movimentar cerca de US$ 600 milhões já no primeiro ano da solução.
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Bancos também apostam em soluções
Instituições financeiras também avançam no desenvolvimento de soluções próprias para viabilizar pagamentos fora do país. O banco mineiro BS2, por exemplo, criou plataformas que permitem tanto que brasileiros paguem no exterior quanto estrangeiros utilizem Pix no Brasil. No caso do produto voltado ao consumo internacional, chamado de Voucher Pay, o cliente pode pagar compras em locais como Paraguai, Europa e outros destinos usando Pix ou cartão brasileiro e até parcelando em reais.
“Um brasileiro pode comprar no exterior e pagar em reais, enquanto o comerciante recebe na moeda local, porque simplificamos uma operação de câmbio que antes era extremamente complexa”, afirma Carlos Eduardo de Andrade Junior, diretor executivo de Câmbio do BS2.
Segundo ele, graças a uma avançada tecnologia de APIs foi possível fazer as interfaces entre os vários sistemas, integrando tudo em tempo real. Isso inclui desde o câmbio, autorização de pagamento e liquidação, tudo de forma transparente fácil, sem qualquer atrito para o usuário final.
Para o Voucher Pay funcionar, é preciso que o lojista estrangeiro tenha fechado o acordo para adoção da tecnologia em seu ponto de venda. Já para que os estrangeiros paguem com Pix no Brasil, o outro produto do banco, o Easy Pay, precisa ter sido adotado pela instituição financeira que o usuário tenha conta, como explica o diretor do BS2. “Nós só trabalhamos no B2B para que lojistas e instituições financeiras possam oferecer os benefícios aos seus clientes”, explica.
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