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Messias tem menor margem de votação na CCJ desde 2002 e acende alerta no governo

Planalto projetava ao menos 18 votos e liberou R$ 12 bi em emendas antes da sabatina; resultado acende alerta para o plenário The post Messias tem menor margem de votação na CCJ desde 2002 e acende alerta no governo appeared first on InfoMoney.

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29 de abril de 2026·3 min de leitura
Messias tem menor margem de votação na CCJ desde 2002 e acende alerta no governo

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A aprovação de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por 16 votos a 11, ficou abaixo do esperado pelo Palácio do Planalto e registrou a menor margem entre indicados ao Supremo Tribunal Federal desde ao menos 2002. O governo trabalhava com a expectativa de alcançar ao menos 18 votos favoráveis, o que não se confirmou.

O placar apertado ocorre após uma semana de intensificação das negociações políticas. Nos dias que antecederam a sabatina, o governo empenhou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares, em um movimento para reforçar a base e reduzir resistências à indicação.

Mesmo com o esforço, o resultado expõe fragilidade na articulação e levanta dúvidas sobre o desempenho do indicado no plenário do Senado, onde são necessários ao menos 41 votos para a aprovação definitiva.

Mesmo com resistência, a possibilidade de rejeição de um nome indicado ao STF é considerada remota. No entanto, isso já aconteceu ao longo dos mais de 100 anos de República.

Votações anteriores

Indicações recentes passaram pela CCJ com margens mais amplas, ainda que sob contestação. André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro (PL), foi aprovado por 18 a 9. Alexandre de Moraes, nome de Michel Temer (MDB), teve 19 votos a favor e 7 contra. Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff (PT) em meio à crise política de 2015, obteve 20 a 7.

Nos primeiros meses do atual governo, o cenário foi mais confortável. Cristiano Zanin foi aprovado por 21 a 5, enquanto Flávio Dino recebeu 17 votos favoráveis e 10 contrários. Em ambos os casos, a base governista operava com maior coesão.

O desempenho de Messias reflete um ambiente mais fragmentado no Senado. A indicação enfrentou resistência desde o anúncio e ocorreu em meio a tensões entre Executivo e Legislativo, além da pressão da oposição para ampliar o custo político da votação.

No plenário, a exigência de maioria absoluta amplia o peso da negociação política. O resultado da CCJ, embora suficiente para avançar, funciona como sinal de alerta sobre a margem de segurança do governo na votação final.

Veja votações da CCJ anteriores:

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