Mesmo com vantagem de Paes, disputa no Rio pode “mudar bastante”, diz Quaest
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A liderança de Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro convive com um nível elevado de incerteza eleitoral, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27). Embora o prefeito apareça à frente com 34% das intenções de voto no primeiro turno, o volume de eleitores indecisos e a disposição para mudança de voto indicam um cenário ainda em formação.
O levantamento mostra que 20% dos entrevistados não sabem em quem votar e outros 20% declaram voto branco ou nulo. Esse contingente, que representa cerca de quatro em cada dez eleitores, mantém espaço relevante para reconfiguração da disputa ao longo da campanha.
Questionados sobre a firmeza da escolha, 59% afirmam que ainda podem mudar de voto até outubro. Apenas 39% dizem ter uma decisão definitiva, o que reduz o grau de previsibilidade da corrida eleitoral neste momento.

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“Este é um cenário que ainda pode mudar bastante. Primeiro, há aproximadamente 20% de indecisos nos cenários simulados. Segundo, quase 60% afirmam que podem mudar sua declaração de voto durante a eleição”, afirmou Felipe Nunes, sócio-fundador da Quaest Pesquisa e Consultoria.
Fragmentação entre adversários
Enquanto Paes lidera isoladamente, os demais candidatos aparecem em patamar semelhante. Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj, tem 9%, empatado tecnicamente com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que soma 8%. Wilson Witzel (DC) registra 3%.
Esse nível de fragmentação entre os concorrentes dificulta a consolidação de uma alternativa competitiva no curto prazo, mas também indica que eventuais movimentos de campanha podem redistribuir esse eleitorado.
Ambiente político favorece volatilidade
A disputa ocorre em meio a uma reorganização institucional no estado. A renúncia e a cassação do ex-governador Cláudio Castro (PL), somadas à saída do vice Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), criaram uma situação de dupla vacância no Executivo.
Douglas Ruas chegou a figurar como sucessor natural na linha de comando, mas não assumiu o cargo após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como governador interino.
Esse contexto contribui para um ambiente político ainda instável, que tende a influenciar o comportamento do eleitor ao longo da campanha.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ-00613/2026.
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