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Mesmo com pressão de Carlos, governadores engajam pouco pré-campanha de Flávio

Levantamento do GLOBO nas redes sociais de chefes do Executivo — ou de nomes que recém-deixaram os cargos para disputar a eleição — aponta que são raras as postagens de apoio ao senador The post Mesmo com pressão de Carlos, governadores engajam pouco pré-campanha de Flávio appeared first on InfoMone

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InfoMoney
27 de abril de 2026·4 min de leitura
Mesmo com pressão de Carlos, governadores engajam pouco pré-campanha de Flávio

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Governadores próximos a Jair Bolsonaro (PL) têm demonstrado pouco engajamento na corrida ao Planalto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. Levantamento do GLOBO nas redes sociais de chefes do Executivo — ou de nomes que recém-deixaram os cargos para disputar a eleição — aponta que são raras as postagens de apoio a Flávio desde que ele foi ungido pelo pai como pré-candidato, no fim do ano passado.

A adesão escassa contrasta com a cobrança pública feita por Carlos Bolsonaro (PL), na última semana, sobre a campanha do irmão. Pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, o ex-vereador do Rio sugeriu realizar um pente-fino em “prefeitos e vereadores” do partido, com a ajuda de seguidores, para checar os que não estariam se dedicando suficientemente ao voo presidencial de Flávio — cenário descrito por Flávio como “estarrecedor”.

O GLOBO verificou todas as publicações, desde janeiro, nas páginas oficiais no Instagram dos governadores Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Celina Leão (PP), do Distrito Federal; Otaviano Pivetta (Republicanos), do Mato Grosso; e Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul. Também foram considerados Cláudio Castro (PL-RJ), Mauro Mendes (Podemos-MT), Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Wilson Lima (União-AM), que recentemente deixaram seus posando visando disputas ao Senado.

Desses, o único atuante na divulgação da pré-candidatura de Flávio é Jorginho Mello, que frequentemente usa as redes para desferir críticas ao PT e ao governo Lula. Ainda assim, desde o início do ano, ele fez apenas três publicações com apoio explícito ao filho mais velho de Bolsonaro. Já Celina Leão compartilha regularmente afagos a Michelle Bolsonaro, que recentemente protagonizou brigas com os enteados. No período analisado, Ibaneis Rocha e Wilson Lima não fizeram qualquer menção a Flávio em suas páginas.

No caso de Tarcísio, que foi especulado como possível nome do bolsonarismo ao Planalto, há uma única foto com Flávio Bolsonaro: uma postagem do próprio senador, disponível também na página do paulista no modelo de colaboração. O texto, do fim de fevereiro, anunciava uma união pelo “Projeto Brasil” — “vamos estar juntos não apenas em São Paulo, mas devolvendo a esperança a todos os brasileiros”, escreveu Flávio no conteúdo.

‘Direita unida’

Um mês antes, em meio à especulação sobre eventual candidatura à presidência, Tarcísio usou o Instagram para reforçar que concorreria à reeleição, rechaçando “informações diferentes”. Na ocasião, afirmou “trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder”. Dias depois, Tarcísio visitou Jair Bolsonaro na Papudinha, o que gerou, inclusive, cortes para outras publicações, em que ele se diz um “grande amigo” do ex-presidente.

Ainda em janeiro, o governador paulista fez duas publicações para apoiar a caminhada de Nikolas Ferreira, que percorreu 240 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), acompanhado de apoiadores, em protesto pela libertação de Bolsonaro. No carnaval, Tarcísio teceu críticas a Lula nas redes após o desfile da Acadêmicos de Niterói, que levou uma homenagem ao petista na folia carioca.

Assim como a maioria dos outros governadores, Tarcísio também fez posts desejando feliz aniversário a Jair Bolsonaro, no dia 21 de março, e para celebrar a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente.

Entre os governadores, o principal apoiador de Flávio é Jorginho Mello. O político de Santa Catarina fez três publicações de apoio explícito em 2026, incluindo menções a pesquisas eleitorais favoráveis ao senador. Em uma das postagens, de fevereiro, ele chama o parlamentar de “moderado” e “capaz de conversar com todos e unir a direita”, endossando a estratégia da campanha de vender o herdeiro de Bolsonaro como menos radical do que o pai. O governador também publicizou conteúdos em colaboração com Carlos, apoiando a pré-candidatura ao Senado no estado, além de diversas mensagens de apoio a Bolsonaro e de críticas ao PT.

Na página de Celina Leão, não há qualquer divulgação da candidatura de Flávio. A única menção ao senador foi em uma postagem na semana passada, com o trecho de uma entrevista na qual ela falava sobre o desafio da direita bolsonarista nas eleições de outubro: “Tenho certeza que Flávio e Michelle vão fazer um diálogo para trazer essa unidade”, diz.

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