Juros futuros fecham estáveis com exterior e política monetária no foco
Taxas oscilam entre pessimismo externo pela guerra no Irã e dados domésticos de inflação; mercado aguarda definições de juros do Banco Central e do Fed nesta quarta-feira The post Juros futuros fecham estáveis com exterior e política monetária no foco appeared first on InfoMoney.

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SÃO PAULO, 28 Abr (Reuters) – Após registrarem alta durante a manhã, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a terça-feira próximas da estabilidade, em sessão marcada por um ambiente negativo no exterior diante do impasse na guerra no Oriente Médio, enquanto os agentes avaliavam dados de inflação domésticos um dia antes das decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,74%, ante o ajuste de 13,734% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,62%, ante 13,625%.

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O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã seguiu ditando o humor dos mercados, depois que uma autoridade norte-americana disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, está insatisfeito com a última proposta iraniana para resolver a guerra de dois meses. Mais cedo, nesta terça, Trump disse que o Irã afirmou estar em estado de colapso e quer que os Estados Unidos abram o Estreito de Ormuz o mais rápido possível.
Com a falta de perspectiva de uma resolução concreta para o conflito e a consequente reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo subiram mais uma vez, com o contrato do Brent fechando o dia em alta de 2,8%, a US$111,26 por barril.
Esse movimento impactou os Treasuries. Às 16h36, o rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha alta de 4 pontos-base, a 3,842%. O retorno do título de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 2 pontos-base, a 4,354%.
O avanço da curva norte-americana pressionou o comportamento dos DIs no Brasil. ‘Pela manhã, foram dois drivers: o global e o IPCA-15, que puxaram as taxas dos DI para cima. Contudo, a falta de drivers à tarde levou à acomodação da curva’, disse Lais Costa, analista de renda fixa da Empiricus.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 0,89% em abril, depois de subir 0,44% em março. Foi a taxa mensal mais elevada desde fevereiro de 2025 (1,23%).
Ainda assim, os dados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 1,0% na base mensal e de 4,49% em 12 meses.
Os agentes se preparam para a quarta-feira, quando BC e Fed divulgam suas decisões de política monetária, com o mercado apostando em uma redução da Selic para 14,50% ao ano, com um corte de 0,25 ponto percentual, e prevendo a manutenção da taxa do Fed na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano. Os bancos centrais da zona do euro, do Reino Unido e do Canadá também anunciarão suas decisões sobre as taxas esta semana.
Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta terça-feira:
| Mês | Taxa Anterior (% a.a.) | Taxa Ajuste (% a.a.) | Variação (p.p.) |
|---|---|---|---|
| JAN/27 | 14,13 | 14,136 | -0,006 |
| JAN/28 | 13,74 | 13,734 | 0,006 |
| JAN/29 | 13,59 | 13,577 | 0,013 |
| JAN/30 | 13,58 | 13,581 | 0,004 |
| JAN/31 | 13,58 | 13,595 | -0,015 |
| JAN/35 | 13,62 | 13,625 | -0,005 |
(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani)
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