Juros, balanços e petróleo: o que fez o Ibovespa cair 2% e reverter a alta de abril
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 2,05%, a 184.750,42 pontos, no sexto pregão seguido de baixa The post Juros, balanços e petróleo: o que fez o Ibovespa cair 2% e reverter a alta de abril appeared first on InfoMoney.

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A quarta-feira (29) foi de forte correção negativa na bolsa paulista, com o Ibovespa fechando abaixo dos 185 mil pontos e revertendo os ganhos de abril.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 2,05%, a 184.750,42 pontos, no sexto pregão seguido de baixa e agora acumulando um declínio de 1,45% em abril. No ano, ainda sobe 14,66%.
Na mínima da sessão, o índice chegou a 184.504,18 pontos. Na máxima, marcou 188.709,96 pontos. O volume financeiro na bolsa somou R$28,94 bilhões.
A baixa se intensificou na reta final do pregão e após a decisão de política monetária nos EUA. O Federal Open Market Committee (FOMC) anunciou, nesta quarta-feira, a decisão de manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% a.a. e 3,75% a.a., em linha com a nossa expectativa. Contudo, a surpresa ficou por conta da dissidência de 3 membros a respeito da mensagem do comunicado, que votaram pela retirada do viés de redução da taxa de juros.
Segundo a 4intelligence, o comunicado do FOMC reafirmou a expectativa de pausa prolongada de juros. “No geral, o comunicado manteve tom inclinado para o lado hawkish – jargão de mercado a indicar predileção por manter condições monetárias restritivas. Isso, bem como o dissenso de três diretores em relação à sinalização de flexibilização, reafirma nossa expectativa de que o juro básico do Fed não voltará a ser reduzido tão cedo. Continuamos a projetar corte adicional modesto apenas em 2027″, avalia.
Porém, o Fed manteve a sinalização de flexibilização da política monetária ao preservar, no comunicado, o trecho afirmando que, ao “considerar a extensão e o timing de ajustes adicionais da taxa básica de juros, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados disponíveis, a evolução das perspectivas e o balanço de riscos”.
A valorização de 0,90% do minério de ferro em Dalian, na China, e de quase 5% do petróleo é insuficiente para evitar queda do principal indicador da B3. A ação da Vale (VALE3) despencou mais de 5% após divulgar crescimento em seu lucro menor do que o esperado por analistas, ontem, após o fechamento da B3.
Ainda ficam no foco uma série de indicadores do Brasil e do exterior, bem como balanços, como Santander (SANB11) e WEG (WEGE3), cujos números já saíram, e outros que ainda sairão, caso de Suzano (SUZB3), Motiva (MOTV3) e Multiplan (MULT3) dão sequência à safra de balanços do primeiro trimestre hoje. Nos EUA, quatro das “Sete Magníficas” divulgam resultados trimestrais nesta quarta-feira depois do fechamento das Bolsas de Nova York: Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta.

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A situação entre EUA e Irã continua incerta, impulsionando o petróleo pelo terceiro dia seguido. Os preços do petróleo subiram mais de 6% na quarta-feira, depois que o presidente Donald Trump afirmou que manterá o bloqueio naval dos EUA contra o Irã até que ambos cheguem a um acordo nuclear. O Brent, referência internacional, subiu mais de 6%, para US$ 118,33 por barril às 12h10 (horário do leste dos EUA). Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também avançaram mais de 6%, para US$ 106,37 por barril.
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