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JPMorgan corta Azzas para neutra e vê cenário desafiador para varejo; veja preferidas

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30 de abril de 2026·3 min de leitura
JPMorgan corta Azzas para neutra e vê cenário desafiador para varejo; veja preferidas

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O JPMorgan rebaixou a Azzas 2154 (AZZA3) de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para equal-weight (exposição igual a média do mercado, equivalente à neutro), citando deterioração das perspectivas de crescimento, pressão sobre margens e incertezas relacionadas à integração e governança. O banco também cortou o preço-alvo de R$ 36 para R$ 24,60, após revisar para baixo suas estimativas de lucro por ação (EPS, lucro por ação) em 36% para 2026 e 27% para 2027.

Segundo o relatório, a empresa enfrenta dificuldades para retomar o crescimento em marcas mais maduras e ainda lida com desafios no canal de franquias, com visibilidade limitada sobre o ritmo de recuperação. Além disso, a qualidade dos resultados é considerada inferior à média do setor, com forte dependência de incentivos fiscais.

Apesar disso, o banco ressalta que a companhia possui ativos relevantes, como seu portfólio de marcas e a operação internacional da Farm Rio, mas avalia que, em um mercado que exige consistência e crescimento, a entrega de valor ao acionista tende a ser mais limitada no curto prazo.

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C&A e Vivara são destaques

No restante do setor, o JPMorgan mantém preferência por empresas com crescimento consistente de resultados, destacando a C&A (CEAB3), pelo elevado potencial de valorização, e a Vivara (VIVA3), pelo bom ritmo de crescimento e valuation atrativo.

O banco também observa que o ambiente macroeconômico segue desafiador, com alto nível de endividamento das famílias e inflação pressionada, o que pode limitar o consumo discricionário. Além disso, a possível redução de impostos sobre compras internacionais pode aumentar a concorrência com players estrangeiros.

O JPMorgan mantém recomendação overweight (acima da média) para a C&A, com preço-alvo de R$ 20 para dezembro de 2026. O banco espera melhora sequencial nos resultados do primeiro trimestre de 2026, após um quarto trimestre mais fraco.

A recuperação deve ser impulsionada pela aceleração das vendas em mesmas lojas (SSS, vendas em mesmas lojas) e pela expansão de margem bruta, apoiada no foco em vestuário e melhor execução operacional. A estratégia de retorno ao básico, com ênfase em categorias principais e reforma de lojas, segue como pilar da tese.

No caso de Vivara, o banco também mantém recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 33, embora reconheça que 2026 deve ser um ano de transição. A alta nos preços de ouro e prata e a volatilidade de créditos fiscais reduzem a visibilidade dos resultados no curto prazo.

O JPMorgan observa que os investidores devem adotar postura mais cautelosa, monitorando sinais de crescimento e margens. A companhia ainda possui estoques elevados, o que pode suavizar reajustes de preços ao longo dos próximos 12 a 18 meses, sustentando receitas e rentabilidade.

Lojas Renner (LREN3)

O JPMorgan mantém recomendação neutra (Neutral) para a companhia, com preço-alvo de R$ 19 para dezembro de 2026. O banco avalia que, apesar da boa geração de caixa livre (FCF, fluxo de caixa livre) e da qualidade histórica e de governança, o papel não está mais barato do que os pares com dinâmica semelhante e momento de curto prazo (ST, curto prazo) ainda limitado.

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