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IR 2026: pré-preenchida teve “upgrade”, mas ainda exige atenção; veja como não errar

Informações que dependiam de preenchimento já aparecem automaticamente no formulário. Mesmo assim, ainda é preciso revisar com cuidado The post IR 2026: pré-preenchida teve “upgrade”, mas ainda exige atenção; veja como não errar appeared first on InfoMoney.

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1 de maio de 2026·3 min de leitura
IR 2026: pré-preenchida teve “upgrade”, mas ainda exige atenção; veja como não errar

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Entramos no mês do prazo final do Imposto de Renda, e muita gente já está com tudo pronto: informes, recibos, documentos separados e só falta preencher a declaração. 

Mas vale um cuidado antes de avançar, pois a pré-preenchida teve mudanças relevantes neste ano. A Receita Federal ampliou o volume de dados que entram automaticamente e, principalmente, a capacidade de cruzar essas informações. 

Ao mesmo tempo que isso reduz erros de digitação, pode aumentar o risco de inconsistências para quem apenas “confirma e envia” sem conferir. Em outras palavras, o trabalho mudou de lugar: hoje é preciso menos preenchimento e mais revisão. 

Para entender o que muda na rotina do contribuinte de fato e onde ainda estão os principais pontos de atenção da pré-preenchida do Imposto de Renda 2026, o InfoMoney conversou com Charles Gularte, sócio-diretor da Contabilizei. Mesmo que você já tenha enviado a sua declaração, vale checar para ter tranquilidade ou corrigir em tempo, se necessário.

DARF automático reduz risco de pagar imposto duas vezes

Essa é uma das mudanças mais relevantes da pré-preenchida em 2026. Na prática, isso resolve um problema comum: divergências entre os valores pagos e informados ao longo do ano que levavam o contribuinte a pagar duas vezes o imposto.

Charles Gularte cita o exemplo do profissional autônomo que recolhe mensalmente o carnê-leão. Ele calcula o imposto, emite a guia e paga, mas esse pagamento não ficava registrado automaticamente na declaração.

“Com a nova automação, os pagamentos via DARF são identificados automaticamente e já alocados nos campos corretos para descontar do imposto devido no ajuste anual”, explica.

A mudança também alcança quem investe em bolsa, pois o ReVar, sistema usado para apurar o IR nas operações de renda variável, também entra nessa regra.

Renda variável: IRRF agora é automático

Outro avanço relevante da pré-preenchida é a inclusão automática do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre operações em bolsa. E esse é justamente um dos pontos onde mais há confusão, alerta Gularte.

O especialista destaca os erros mais comuns ao declarar renda variável no IR:

Erro comumO que acontece na prática
Aplicar isenção indevidaNo day trade, não há isenção: qualquer lucro é tributado, independentemente do valor movimentado.
Confundir alíquotasOperações comuns pagam 15% sobre o lucro; no day trade, a alíquota sobe para 20%.
Ignorar o IRRF (“dedo-duro”)A corretora retém 1% do lucro no day trade, que deve ser abatido para não haver pagamento a mais.
Misturar prejuízosPerdas em day trade só compensam ganhos em day trade, não podem ser usadas em operações comuns.
Não descontar custosTaxas e emolumentos devem ser abatidos. Sem isso, o imposto incide sobre um lucro maior do que o real.

Por fim, atenção à ficha de Renda Variável mesmo no prejuízo:

“A ficha de Renda Variável é um histórico indispensável: é nela que se registra o prejuízo de um mês para que se possa descontá-lo de lucros futuros”, lembra o sócio da Contabilizei.

e-Social entra no IR e muda a forma de declarar domésticos

A integração da pré-preenchida com o eSocial muda a lógica de preenchimento para quem tem empregado doméstico.

Informações como salários, décimo-terceiro e encargos pagos ao longo do ano passam a ser importadas automaticamente para a declaração. Antes, o contribuinte precisava reunir esses dados manualmente, o que abria espaço para falhas, principalmente por esquecimento.

Mas vale lembrar que a regra não mudou: esses dados precisam constar na declaração.

“Mesmo que não seja mais possível deduzir os valores pagos para esses profissionais, ainda é obrigatória a inclusão do total para evitar problemas como multas por omissão”, alerta Gularte. 

Dependentes vêm mais completos e exigem estratégia

A forma como os dependentes aparecem na declaração também mudou, e isso pode ter impacto direto no imposto a pagar.

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