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IR 2026: Perguntão volta com foco em exterior e expõe onde contribuintes ainda erram

Após dois anos das novas regras, declarar investimentos no exterior ainda gera dúvidas. Veja as orientações de especialistas The post IR 2026: Perguntão volta com foco em exterior e expõe onde contribuintes ainda erram  appeared first on InfoMoney.

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1 de maio de 2026·3 min de leitura
IR 2026: Perguntão volta com foco em exterior e expõe onde contribuintes ainda erram

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A Receita Federal retomou neste ano o tradicional Perguntão do Imposto de Renda, e uma das mudanças mais relevantes foi o espaço dado às regras para investimentos no exterior. O tema ganhou peso no material e deve concentrar parte das dúvidas nesta temporada  da declaração, segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney. 

No ano passado, o documento oficial deixou de lado o formato didático e virou uma compilação de notas técnicas, com parte das orientações espalhadas em instruções normativas específicas. Agora, o Perguntão retoma o modelo de perguntas e respostas mais detalhado, numa tentativa de organizar melhor o entendimento das novidades.

“O Perguntão de 2026 está sendo chamado de ‘manual da reconstrução’, porque a Receita precisou retomar esse formato para evitar uma enxurrada de erros, principalmente após as mudanças na tributação de investimentos no exterior”, afirma Francisco Paludo, tributarista e sócio da Tahech Advogados.

O que mudou nas regras do IR para investimentos no exterior 

Na verdade, a virada aconteceu em 2024 com a criação de um novo modelo de tributação, que deixou o sistema mais uniforme.

Desde então, os rendimentos passaram a ser tributados com uma alíquota fixa de 15%, independentemente do valor. Antes, havia mais de uma forma de tributação, o que abria espaço para interpretações diferentes e até para o adiamento do pagamento do imposto em alguns casos, explica Beatriz Itikawa, tributarista do SouzaOkawa Advogados.

Com o novo modelo, o imposto deixou de ser recolhido ao longo do ano e passou a ser apurado de forma consolidada na própria declaração anual. Isso simplifica o pagamento, mas exige mais organização por parte do contribuinte, que precisa acompanhar melhor suas operações para informar os dados corretamente.

Segundo Charles Gularte, sócio-diretor da Contabilizei, a mudança trouxe mais clareza sobre o que deve ser tributado, mas também ampliou o nível de detalhamento exigido na declaração, especialmente na ficha de “Bens e Direitos”, onde agora ficam concentradas as informações sobre os ativos e seus rendimentos.

Apesar da padronização, nem tudo entrou na nova regra. Rendimentos como salários, aluguéis e prestação de serviços recebidos do exterior continuam sujeitos ao modelo tradicional, com tributação pela tabela progressiva e recolhimento mensal obrigatório.

Pode haver imposto mesmo sem trazer o dinheiro para o Brasil

Com as novas regras, não é mais preciso trazer o dinheiro para o Brasil para pagar imposto. O que conta é a geração do rendimento lá fora.

Na prática, isso inclui desde situações mais comuns, como juros de contas remuneradas e dividendos de ações, ganhos em fundos, carteiras digitais e outros ativos financeiros. Como explica Charles Gularte, o imposto incide sobre esses rendimentos mesmo que o valor continue no exterior e não seja movimentado.

No caso de empresas no exterior, o efeito é ainda mais direto. Os lucros passaram a ser tributados no Brasil mesmo quando não são distribuídos ao sócio, o que encerra a possibilidade de adiar o pagamento do imposto por meio dessas estruturas.

Essa mudança desloca o ponto de atenção do contribuinte. Agora o controle precisa acompanhar a geração dos rendimentos ao longo do ano, já que é isso que determina a obrigação de pagar imposto.

O que mais tem gerado erro na declaração

Mesmo com a padronização das regras, a declaração de investimentos no exterior ainda concentra dúvidas.

Um dos pontos que mais geram falhas é o nível de detalhamento exigido. A Receita passou a cobrar informações mais completas sobre cada ativo, o que inclui não só a existência do investimento, mas também os rendimentos associados a ele ao longo do ano.

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