Impasse EUA-Irã, decepção com Vale e Super 4ª: por que Ibovespa cai 1% nesta sessão
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O compasso de espera do mercado pela decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos hoje, em meio a incertezas elevadas com o conflito entre EUA e Irã empurra o Ibovespa para baixo na sessão desta quarta-feira, 29.
Às 11h22 desta quarta-feira, caía 1,08%, aos 186.581,54 pontos, ante recuo de 1,24%, em 186.289,10 pontos e máxima em 188.709,96 pontos (alta de 0,05%). Abriu estável aos 186.618,69 pontos.
A valorização de 0,90% do minério de ferro em Dalian, na China, e de quase 5% do petróleo é insuficiente para evitar queda do principal indicador da B3. A ação da Vale (VALE3) despenca quase 5% após divulgar crescimento em seu lucro menor do que o esperado por analistas, ontem, após o fechamento da B3.
Ainda ficam no foco uma série de indicadores do Brasil e do exterior, bem como balanços, como Santander (SANB11) e WEG (WEGE3), cujos números já saíram, e outros que ainda sairão, caso de Suzano (SUZB3), Motiva (MOTV3) e Multiplan (MULT3) dão sequência à safra de balanços do primeiro trimestre hoje. Nos EUA, quatro das “Sete Magníficas” divulgam resultados trimestrais nesta quarta-feira depois do fechamento das Bolsas de Nova York: Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta.

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A situação entre EUA e Irã continua indefinida, impulsionando o petróleo pelo terceiro dia seguido. Por volta das 10h30, os contratos futuros aceleraram os ganhos para mais de 5%, com o Brent se aproximando de US$ 110 por barril, após relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump e petrolíferas discutiram manter o bloqueio ao Irã “por meses”, se necessário.
Mais cedo, Trump afirmou, em postagem na Truth Social, que o Irã “não consegue se acertar” e precisa “ficar esperto logo”, em meio ao impasse nas negociações para encerrar a guerra entre os dois países.
Como as posições negociadoras de ambos os lados permanecem distantes, agentes do mercado financeiro passaram a adotar uma postura menos otimista em relação às negociações diplomáticas. Isso deve continuar a contribuir para um avanço contínuo dos preços do petróleo, afirma, em nota, Bruno Cordeiro, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.
Neste ambiente de pressão inflacionária, por conta dos efeitos da guerra, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 2,69% em abril, após alta de 0,52% em março, ficando acima da mediana das projeções (2,68%).
Por isso, cresce a expectativa pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que sai depois da divulgação da decisão, esperada para as 18h30. Espera-se corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, para 14,50% ao ano, e um tom mais duro na comunicação. Para o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), espera-se manutenção dos juros na faixa de 3,5% a 3,75%.
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