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Ibovespa emenda quarta queda consecutiva; dólar recua novamente abaixo dos R$ 5

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27 de abril de 2026·3 min de leitura
Ibovespa emenda quarta queda consecutiva; dólar recua novamente abaixo dos R$ 5

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Está difícil! O Ibovespa caiu 0,61%, aos 189.578.79 pontos, na mínima do dia, uma baixa de 1.166,23 pontos, a quarta queda seguida. Nos últimos oito pregões, apenas uma alta, uma mísera alta, com mais 0,20%, segunda-feira passada, dia 20. Como dizem por aí, não está sendo fácil.

A vida do real, pelo menos, está um pouco mais tranquila. Hoje o dólar comercial emendou a segunda baixa consecutiva, com menos 0,31%, a R$ 4,982. Analistas, inclusive, veem novas quedas da moeda no curto prazo. A XP Investimentos apontou que, olhando mais adiante, fatores domésticos tendem a ganhar importância como determinantes da taxa de câmbio, especialmente à medida que o calendário eleitoral se aproxima.

Já as taxas DIs (juros futuros) seguem em alta e hoje se elevaram novamente por toda a curva.

Indefinição segue no Oriente Médio

O que não está com vida fácil também é a diplomacia. O mundo continua sem saber o que acontecerá no Oriente Médio, cuja guerra deflagrada pelos EUA e Israel contra o Irã já dura quase 60 dias – e o presidente norte-americano, Donald Trump, havia prometido no início do confronto que seria uma aventura bélica curta. Não foi e não está sendo. Mas o mercado ainda acredita que será, o que ressalta o conceito de “curta” como algo bem flexível.

O Chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse que Irã está humilhando os EUA durante as negociações em torno da guerra. “Os iranianos são obviamente muito hábeis em negociar, ou melhor, muito hábeis em não negociar, deixando que os norte-americanos viajem para Islamabad e depois saiam novamente sem nenhum resultado”, disse. Mesmo sendo o chefe de uma das maiores economias do mundo, a fala de Merz é uma mera opinião e pouco influencia no desfecho dessa já longa guerra.

O que influencia são as atitudes de Israel e do Hezbollah libanês. Apesar da ampliação do cessar-fogo, as batalhas continuam. Israel não respeita ainda nem o dito cessar-fogo em Gaza, não respeita agora também. O Hezbollah não mostra compromisso algum com o Líbano em si e o presidente libanês, Joseph Aoun, fica vendido. A guerra entre Hezbollah e Israel é um dos argumentos principais para o Irã nas difíceis negociações com os EUA.

Petróleo em alta e Wall Street sem direção

No meio disso, tudo, o tráfego no Estreito de Ormuz segue praticamente parado, uma vez que as conversas que eram esperadas para aconteceram no Paquistão neste final de semana não foram realizadas – só o Irã compareceu. Os iranianos apresentaram nova proposta de negociação sobre Ormuz, mas dessa vez foram os EUA que deram de ombros. Os preços do petróleo subiram de novo. Está difícil.

Os investidores tentam olhar para outro assunto, esquecer que tem guerra aqui, guerra acolá – a Rússia cada vez mais sublinha seu apoio ao Irã, enquanto pede paz e ataca a Ucrânia.

Não está sendo fácil, e os principais índices em Nova York quase não se mexeram, ficaram mistos e sem muita amplitude. Essa prudência, espera e cautela são naturais em uma semana que tem na agenda a reunião do Federal Reserve para decidir sobre a taxa de juros. Ela nem deve ser alterada, deve ficar na mesma, mas todos querem saber o que o banco central dos EUA está achando disso tudo e o comunicado e a possível última entrevista coletiva de Jerome Powell, presidente da instituição, vão tentar clarear os próximos passos. Todos sabem, porém, que não vai ser fácil.

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