Ibovespa cai 7% do recorde: é momento de comprar ou ainda não chegou a hora?
Após correção na B3, especialistas destacam queda da Selic e recomendam não esperar juro cair mais para entrar - e apontam a oportunidade do momento The post Ibovespa cai 7% do recorde: é momento de comprar ou ainda não chegou a hora? appeared first on InfoMoney.

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No mesmo dia em que a Selic caiu, o Ibovespa cedeu mais uma vez. O índice recuou mais de 2% na quarta-feira (29), e já acumula perdas de 7% desde o recorde de 14 de abril, em meio a uma virada no humor e no fluxo estrangeiro. No meio desse turbilhão, o investidor ancorado nos altos retornos da renda fixa se pergunta: Bolsa está abrindo uma janela de entrada?
A conclusão de especialistas ouvidos pelo InfoMoney é que a aposta exige cautela, mas que ficar parado na renda fixa pode custar caro, já que o mercado precifica o futuro — e uma Selic mais baixa — muito antes de ele chegar à economia real.

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Hora de entrar
“Esperar a Selic atingir o piso para comprar ações é deixar dinheiro na mesa, um erro clássico das pessoas físicas”, afirma Luan Aral, analista da Genial Investimentos. Ele reforça que o atual nível de valuation da Bolsa é atraente: “o mercado é um mecanismo de antecipação, sempre está um passo à frente, olhando adiante; então, quando a Selic estiver em 11% ou 10%, os múltiplos da Bolsa, que estão atraentes, serão expandidos e os preços estarão muito mais altos.”
Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, concorda que a janela de oportunidade está aberta. “Quando os cortes ficarem mais óbvios, os preços muito provavelmente já terão andado, então esperar demais pode aumentar a chance de pegar uma janela pior e custar um pouco mais caro”, alerta.
Para Régis Chinchila, analista de research da Terra Investimentos, o momento pede ação escalonada. “Esperar certeza costuma significar entrar com prêmio já comprimido. O mercado antecipa. Postergar demais aumenta o risco de comprar mais caro. A estratégia mais eficiente é a entrada faseada, não binária.”
Embora o momento seja propício para o acúmulo de ativos de risco, isso não significa abandonar a segurança. “Ainda que a gente esteja vendo um ciclo de corte, dificilmente deixaremos de ter juros de dois dígitos tão cedo”, pontua Barros, da W1. “O erro é ficar 100% conservador em um ponto em que o ciclo já está começando a virar.”
A leitura não é só doméstica. O UBS Wealth Management destaca o Brasil como um dos mercados emergentes mais bem posicionados para o investidor estrangeiro, especialmente com a alta das commodities: como exportador líquido de energia, o país tende a se beneficiar de câmbio mais forte e melhores resultados corporativos.
A vez (finalmente) das small caps?
Se a decisão é investir na Bolsa, onde está a oportunidade agora? As recomendações convergem para as small caps e empresas sensíveis ao ciclo de juros – posicionadas em setores como varejo, construção civil e educação. Essas ações foram penalizadas pelo custo das dívidas, mas são as que mais se beneficiam do afrouxamento monetário.
“As small caps são, na minha visão, a grande assimetria de 2026”, crava Aral, da Genial. “Essas empresas foram massacradas pelo custo da dívida, só que muitas já equacionaram esses passivos com estratégias como follow-ons e renegociações. Entendo que antecipar essa virada é o que vai separar o investidor profissional do iniciante.”
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