Ibovespa amarga sexta queda seguida, com Vale em forte baixa; dólar sobe
Índices nos EUA fecharam sem força e mistos, após Fed e forte alta do petróleo The post Ibovespa amarga sexta queda seguida, com Vale em forte baixa; dólar sobe appeared first on InfoMoney.

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Tudo passa. Esta é a mensagem de hoje. O Ibovespa amargou a sexta derrota seguida, com um tombo de 2,05%, aos 184.750,42 pontos, baixa de 3.868,27 pontos. É a maior queda desde os 2,25% de 20 de março. Os investidores torcem para que esse ciclo negativo acabe logo.
O real também não teve um dia bom. O dólar comercial subiu 0,40%, a R$ 5,001, depois de três dias de baixas curtas. Os DIs (juros futuros) subiram com amplitude por toda a curva.
Mas ninguém disse que seria fácil. Era uma tempestade já prevista por qualquer analista, diante de tudo o que estava marcado para esta quarta-feira e que exigiam cautela dos mercados. Por isso, a esperança: tudo passa. A questão é quanto tempo demora.
Petróleo dispara
É como a guerra. A da Rússia na Ucrânia já dura quatro anos e alguns meses. A do Irã, que o governo Trump havia prometido ser rápida, completa hoje exatos 60 dias. Tudo passa, mas às vezes demora. Essa demora gera incerteza, como se vê no Irã.
Hoje, os EUA rejeitaram a proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. O petróleo, por isso, hoje disparou e encostou nos US$ 120. O ouro terminou novamente em queda.
Os principais índices em Nova York acabaram a sessão sem se descolar muito da estabilidade.
Isso porque no dia em que praticamente chegou ao fim a era Jerome Powell no comando do Federal Reserve, a autoridade monetária dos EUA teve pouco a acrescentar. O Fed manteve, como esperado, as taxas de juros no mesmo patamar. Foi uma decisão com quatro votos divergentes, a maior divergência desde 1992. E, na entrevista coletiva, Powell pouco adicionou, limitando-se a falar sobre seu futuro no Fed ou sobre a independência da instituição, que está “sob risco”.
“A decisão marca a despedida de Powell como chair, após oito anos no comando do banco central, em meio a cenário de inflação controlada, atividade relativamente estável e conflitos geopolíticos que reforçaram a cautela de manter juros estáveis por mais tempo”, disse Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad. “Para o mercado, isso funciona como um sinal de transição administrada: Powell encerra seu ciclo deixando a política monetária em zona neutra, com a bola para o sucessor, Kevin Warsh, que entra em cena em um contexto de pressão política do governo Trump por juros mais baixos e maior coordenação com o Tesouro”.
Vale lembrar que hoje também começam a sair os resultados das big techs e toda cautela é pouca.
Dia de Copom
De fato, tudo passa. Como passou a era Powell, como tende a passar a era de Selic no topo histórico, como prevê o mercado.
Hoje, após o fechamento do mercado, o Banco Central brasileiro decide por provavelmente mais um corte de 0,25 pp na taxa, mas ainda a deixando um nível alto, com 14,50%. É daqui a pouco, é rápido, o tempo passa ligeiro.
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