Finance

Ibovespa amarga sexta queda seguida, com Vale em forte baixa; dólar sobe

Índices nos EUA fecharam sem força e mistos, após Fed e forte alta do petróleo The post Ibovespa amarga sexta queda seguida, com Vale em forte baixa; dólar sobe appeared first on InfoMoney.

I
InfoMoney
29 de abril de 2026·3 min de leitura
Ibovespa amarga sexta queda seguida, com Vale em forte baixa; dólar sobe

Image: InfoMoney

Tudo passa. Esta é a mensagem de hoje. O Ibovespa amargou a sexta derrota seguida, com um tombo de 2,05%, aos 184.750,42 pontos, baixa de 3.868,27 pontos. É a maior queda desde os 2,25% de 20 de março. Os investidores torcem para que esse ciclo negativo acabe logo.

O real também não teve um dia bom. O dólar comercial subiu 0,40%, a R$ 5,001, depois de três dias de baixas curtas. Os DIs (juros futuros) subiram com amplitude por toda a curva.

Mas ninguém disse que seria fácil. Era uma tempestade já prevista por qualquer analista, diante de tudo o que estava marcado para esta quarta-feira e que exigiam cautela dos mercados. Por isso, a esperança: tudo passa. A questão é quanto tempo demora.

Petróleo dispara

É como a guerra. A da Rússia na Ucrânia já dura quatro anos e alguns meses. A do Irã, que o governo Trump havia prometido ser rápida, completa hoje exatos 60 dias. Tudo passa, mas às vezes demora. Essa demora gera incerteza, como se vê no Irã.

Hoje, os EUA rejeitaram a proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. O petróleo, por isso, hoje disparou e encostou nos US$ 120. O ouro terminou novamente em queda.

Os principais índices em Nova York acabaram a sessão sem se descolar muito da estabilidade.

Isso porque no dia em que praticamente chegou ao fim a era Jerome Powell no comando do Federal Reserve, a autoridade monetária dos EUA teve pouco a acrescentar. O Fed manteve, como esperado, as taxas de juros no mesmo patamar. Foi uma decisão com quatro votos divergentes, a maior divergência desde 1992. E, na entrevista coletiva, Powell pouco adicionou, limitando-se a falar sobre seu futuro no Fed ou sobre a independência da instituição, que está “sob risco”.

“A decisão marca a despedida de Powell como chair, após oito anos no comando do banco central, em meio a cenário de inflação controlada, atividade relativamente estável e conflitos geopolíticos que reforçaram a cautela de manter juros estáveis por mais tempo”, disse Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad. “Para o mercado, isso funciona como um sinal de transição administrada: Powell encerra seu ciclo deixando a política monetária em zona neutra, com a bola para o sucessor, Kevin Warsh, que entra em cena em um contexto de pressão política do governo Trump por juros mais baixos e maior coordenação com o Tesouro”.

Vale lembrar que hoje também começam a sair os resultados das big techs e toda cautela é pouca.

Dia de Copom

De fato, tudo passa. Como passou a era Powell, como tende a passar a era de Selic no topo histórico, como prevê o mercado.

Hoje, após o fechamento do mercado, o Banco Central brasileiro decide por provavelmente mais um corte de 0,25 pp na taxa, mas ainda a deixando um nível alto, com 14,50%. É daqui a pouco, é rápido, o tempo passa ligeiro.

Artigo original

Ibovespa amarga sexta queda seguida, com Vale em forte baixa; dólar sobe

Publicado por InfoMoney

Ler artigo completo