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IA e robôs permitem que idosos vivam com independência e menos sobrecarga da família

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29 de abril de 2026·4 min de leitura
IA e robôs permitem que idosos vivam com independência e menos sobrecarga da família

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A neurocirurgiã Megan Jack, costuma trabalhar 60 ou 70 horas por semana em Cleveland (EUA). E fica completamente indisponível quando está na sala de cirurgia. Isso dificulta ser cuidadora de sua mãe de 76 anos, que mora em uma unidade separada de sua residência, a 30 minutos do hospital.

Para ajudar a cuidar da mãe, que tem doença de Alzheimer, Jack usa uma série de ferramentas de alta tecnologia, algumas das quais nem existiam há poucos anos. Ela gerencia os medicamentos da mãe com uma caixa de comprimidos inteligente. Muda os canais da TV por um aplicativo, envia lembretes de consultas por um painel digital de mensagens — e, com a autorização da mãe, usa câmeras para comunicação e monitoramento.

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“Tem sido inestimável poder garantir que ela está segura e que tudo está correndo bem”, disse Jack, “mas também dar a ela a independência e a liberdade que ainda merece.”

Os Estados Unidos estão envelhecendo rapidamente. Cerca de 11 mil pessoas completam 65 anos por dia no país. E muitas delas — 75% das pessoas com mais de 50 anos, segundo a pesquisa mais recente da AARP (entidade de direitos e pesquisa sobre idosos), de 2024 — esperam passar os anos restantes no conforto de suas casas, em vez de ir para residenciais assistidos ou outras instituições de cuidados.

Um fator que pode ajudar a realizar esse desejo é o emergente campo da “tecnologia da longevidade” (age tech, em inglês), que reúne ferramentas voltadas ao suporte de pessoas idosas. Especialistas do setor afirmam que essas tecnologias estão tornando as casas mais seguras para os idosos e trazendo mais tranquilidade para seus cuidadores, especialmente aqueles que moram longe ou trabalham fora.

Jack disse que a tecnologia da longevidade “realmente me permitiu integrar o cuidado à minha vida, em vez de o cuidado tomar conta da minha vida”.

A explosão da tecnologia da longevidade

Se os idosos não têm familiares por perto e disponíveis para ajudar, podem achar que não têm muitas opções. Podem viver de forma independente ou, se tiverem recursos e atenderem aos critérios médicos, mudar-se para um residencial assistido ou uma casa de repouso, com poucas alternativas intermediárias.

A ajuda domiciliar pode ser cara sem o Medicaid e também difícil de encontrar, dada a grave escassez de profissionais de cuidado em casa.

A tecnologia da longevidade pode ajudar a preencher lacunas importantes, disse Emily Nabors, diretora associada de inovação do National Council on Aging (Conselho Nacional de Envelhecimento), um grupo sem fins lucrativos de defesa de direitos de idosos.

Segundo a AARP, 25% dos cuidadores já monitoram seus familiares à distância com aplicativos, vídeos ou dispositivos vestíveis — quase o dobro de cinco anos atrás.

“Antes dizíamos que as casas seriam os ambientes de cuidado de saúde do futuro, mas elas já são ambientes de cuidado agora”, afirmou Nabors. “Envelhecer em casa é algo bastante viável.”

Mais de 700 empresas participam do AgeTech Collaborative da AARP, grupo que conecta empresas, organizações sem fins lucrativos e financiadores para ajudar a tirar novas tecnologias do papel. Ao todo, as startups do grupo levantaram quase US$ 1 bilhão nos últimos quatro anos.

Os produtos incluem andadores inteligentes, óculos com lentes que exibem legendas em tempo real de conversas para pessoas com dificuldades auditivas e um serviço de concierge que conecta idosos a motoristas e entregas, mesmo que não tenham smartphone.

Nabors prevê algumas barreiras de custo e acesso à tecnologia da longevidade, incluindo a falta de internet de alta velocidade em áreas rurais, mas disse que um recurso essencial são as agências locais de atendimento ao idoso, que podem oferecer orientação e, às vezes, suporte gratuito.

Janet Marasa recorreu à agência próxima de sua casa, no condado de Rockland, em Nova York, para conseguir um animal de estimação robótico gratuito para sua mãe, Carol DeMaio, de 80 anos, que tem demência. Os animais, fabricados por uma empresa chamada Ageless Innovation, buscam oferecer apoio emocional sem exigir cuidados constantes.

DeMaio batizou o cachorro robótico de Sabrina, em homenagem a um golden retriever que morreu. A nova Sabrina fica aos pés da cama à noite. Assim que DeMaio começa a acordar, o cachorro reage. “Ela disse que isso dá a ela um motivo para se levantar de manhã”, contou Marasa.

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