HAPV3: BBI corta recomendação de Hapvida para neutra e elege preferidas no setor
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Em relatório de prévia de resultados de saúde para o primeiro trimestre de 2026, o Bradesco BBI rebaixou a recomendação das ações da Hapvida (HAPV3) de compra para neutra, também cortando o preço-alvo para o final de 2026 de R$ 19 para R$ 14.
Os analistas do banco reduziram as projeções tendo como base o fraco momento e visibilidade dos lucros, bem como um alto valuation de curto prazo (P/L, ou preço sobre lucro, de 20 vezes e rendimento de fluxo de caixa livre para o acionista de -3% para 2026, contra 16 vezes e 6% da RDOR3), dada sua margem Ebitda (Ebitda = lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 8,5% (contra cerca de 5,5% ajustado sazonalmente no 4º trimestre de 2025).
O banco, por sua vez, manteve recomendação de compra para Rede D’Or (RDOR3) e Mater Dei (MATD3), com base em momentum e valuaton (P/L de 16x e 9,5x para 2026, respectivamente; 13,5x e 7,7x para 2027).
No geral, o BBI espera resultados positivos no 1T26 para os operadores (responsáveis por oferecer, administrar e comercializar planos de saúde) e prestadores de serviços de saúde (empresas que executam o atendimento médico propriamente dito, recebendo pagamento dos operadores, do SUS ou de particulares) sob sua cobertura, com destaque para DASA (DASA3) e Mater Dei, impulsionadas por forte crescimento de receitas e expansão de margens EBITDA.
A Rede D’Or deve apresentar números sólidos segundo os analistas, com lucro líquido crescendo 16% em base anual (desconsiderando o ajuste pontual do investimento em Campinas no 1T25), apoiado por avanço robusto das receitas hospitalares e melhora de margens tanto no segmento hospitalar quanto em planos de saúde.
Para a Hapvida, a projeção é de um quadro mais misto: apesar de alguma melhora sequencial na sinistralidade e margem Ebitda (Ebitda = lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações/receita líquida), os números seguem pressionados em base anual, com queima de caixa de R$ 65 milhões relacionada a um acordo de R$ 200 milhões com o vendedor da NotreDame Intermédica e redução líquida de cerca de 70 mil beneficiários.
Entre os demais nomes, a Mater Dei deve voltar a reportar resultados fortes, com Ebitda crescendo 31% em base anual, sustentado por maior taxa de ocupação, aumento do ticket médio e diluição de custos.
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A DASA deve se beneficiar do bom momento do negócio de diagnóstico no Brasil, com crescimento de receitas e expansão relevante da margem EBITDA, enquanto o desempenho hospitalar reflete a venda do Hospital São Domingos no fim de 2025.
Em sentido oposto, a Oncoclínicas (ONCO3) deve apresentar resultados fracos, com queda de receita na comparação trimestral e margem EBITDA estável, pressionada por provisões e por ajustes estratégicos no portfólio de pagadores. Já a Qualicorp (QUAL3) tende a mostrar números levemente mais fracos,com queda de receitas em afinidade, redução líquida de vidas e margem EBITDA após CAC (custo de aquisição por cliente) praticamente estável na comparação anual.
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