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Gestoras americanas se preparam para lançar ETFs que apostam em resultados eleitorais

Três gestoras americanas estão se preparando para lançar ETFs que servirão para apostar nas eleições eleitorais locais, incluindo midterms e presidencial. Especialistas afirmam que os fundos serão lançados já na próxima terça-feira (5). No Brasil, recentemente, o Banco Central proibiu que sites como

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29 de abril de 2026·3 min de leitura
Gestoras americanas se preparam para lançar ETFs que apostam em resultados eleitorais

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Três gestoras americanas estão se preparando para lançar ETFs que servirão para apostar nas eleições eleitorais locais, incluindo midterms e presidencial. Especialistas afirmam que os fundos serão lançados já na próxima terça-feira (5).

No Brasil, recentemente, o Banco Central proibiu que sites como Polymarket e Kalshi ofereçam mercados de previsões sobre temas eleitorais, sociais, culturais e outros.

A diferença de abordagem evidencia um contraste regulatório e cultural entre os dois países. Enquanto o Brasil opta por restringir esse tipo de mercado, os EUA caminham para integrá-lo ao sistema financeiro tradicional.

Americanos poderão apostar em resultados de eleições via ETFs

As três gestoras que entraram com pedidos de ETFs ligados a mercados de previsão eleitoral são Roundhill, GraniteShares e Bitwise. Cada gestora apresentará seis opções de investimento:

  • ETF ligado à vitória de um candidato democrata à Presidência;
  • ETF ligado à vitória de um candidato republicano à Presidência;
  • ETF ligado ao controle democrata do Senado após a eleição;
  • ETF ligado ao controle republicano do Senado;
  • ETF ligado ao controle democrata da Câmara dos Representantes;
  • ETF ligado ao controle republicano da Câmara dos Representantes.
ETFs apresentados pela Roundhill ligados a mercados de previsão eleitoral. Fonte: SEC/Reprodução.
ETFs apresentados pela Roundhill ligados a mercados de previsão eleitoral. Fonte: SEC/Reprodução.

“Ao buscar atingir seu objetivo de investimento, o Fundo investe em, ou busca exposição a, um tipo específico de instrumento derivativo conhecido como “contrato de evento”. Contratos de evento são instrumentos derivativos que permitem aos participantes do mercado negociar com base na ocorrência ou não ocorrência de um evento futuro específico, como o resultado de uma eleição política. Cada contrato de evento possui uma estrutura de pagamento binária, normalmente liquidando a US$ 1,00 se o evento de referência ocorrer e a US$ 0,00 se o evento não ocorrer”, explica a gestora em seu documento.

Em suma, esses ETFs têm preços que variam entre US$ 0 e US$ 1. Após a definição do resultado eleitoral, o ETF vencedor ganha a US$ 1 por cota, enquanto o ETF perdedor perde todo o valor aportado.

Desconsiderando candidatos independentes, a tendência é que pares opostos (como BLUP e REDP) tenham preços que se aproximem de US$ 1 quando somados. Isso pode se refletir em combinações como US$ 0,10 e US$ 0,90, US$ 0,50 e US$ 0,50 ou US$ 0,90 e US$ 0,10, conforme a percepção do mercado pré-resultados.

Nas redes sociais, James Seyffart, especialista da Bloomberg em ETFs, comentou sobre o lançamento desses produtos.

“Parece que veremos ETFs de mercados de previsão sendo lançados na próxima semana. O filing da Roundhill acabou de sair com data efetiva de 5/5. Esses primeiros ETFs de mercados de previsão serão apostas em democratas ou republicanos controlando a Câmara ou o Senado. Crédito a Todd Sohn.”

“Espero que todos os proponentes lancem provavelmente no mesmo dia ou em datas muito próximas. Isso significa que devemos ficar atentos para que Bitwise e GraniteShares apresentem filings semelhantes nos próximos dias (ou horas)”, disse Seyffart em outra postagem.

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