Filmes dirigidos por mulheres são favoritos em prêmio ibero-americano
Filmes dirigidos e protagonizados por mulheres são maioria entre os indicados ao principal prêmio do cinema ibero-americano, o Prêmio Platino Xcaret. Conheça os concorrentes a melhor filme: Ainda é noite em Caracas, das venezuelanas Marité Ugás e Mariana Rondon; Belén, da argentina Dolores Fonzi; Os

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Conheça os concorrentes a melhor filme:
- Ainda é noite em Caracas, das venezuelanas Marité Ugás e Mariana Rondon;
- Belén, da argentina Dolores Fonzi;
- Os Domingos, da espanhola Alauda Ruiz de Azúa;
- O Agente Secreto, do brasileiro Kleber Mendonça Filho;
- Sirât, do espanhol Oliver Laxe.
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Ao todo, 30 filmes e 19 séries compõem a lista de finalistas desta edição. São produções de 14 países ibero-americanos, incluindo sete produções brasileiras.
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Atriz Dolores Fonzi em cena do filme Belén. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação
Presença feminina
Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o destaque feminino reflete avanços no setor, embora a desigualdade ainda persista nos bastidores.
Diretora do Festival do Rio, a produtora brasileira Ilda Santiago pondera que o avanço ainda é circunstancial, já que a presença feminina ainda é menor em áreas técnicas, como montagem, fotografia e trilha sonora.
“Quando olhamos para a categoria principal do Platino, temos três mulheres, todas com experiência em cinema, que não estão lançando a primeira obra e isso é muito bem-vindo", destacou.
O Prêmio Platino, em 2026, tem as diretoras Fonzi e Azúa disputando com Mendonça e Laxe, que concorreram, em março, ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Já em montagem, fotografia e efeitos visuais, categorias técnicas, por exemplo, as mulheres são minoria.
Ilda Santiago considera que mulheres à frente das filmagens ampliam abordagens sobre a complexidade do nosso tempo. Essa presença também se reflete em sets mais equilibrados, com equipes “mais ricas e harmoniosas”.
A professora de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marina Tedesco avalia que as obras assinadas por mulheres no Platino trazem perspectivas que têm encontrado mais adesão nas telas e nas premiações, mesmo que este espaço não esteja consolidado na indústria.
Estudiosa do cinema latino-americano, Tedesco avaliou que, nos últimos anos, em função de movimentos sociais, pautas feministas, antirracistas e sobre diversidade ganharam força e passaram a se refletir tanto nas salas de cinema quanto nos festivais. A partir dessa mobilização, obras encontram mais facilidade para serem realizadas, acredita.
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