Eleição na Colômbia deve ter outra vez 2º turno polarizado entre esquerda e direita
Filósofo e senador Iván Cepeda, do campo progressista, lidera pesquisas no 1° turno, mas advogado Abelardo De la Espriella, conhecido como "El Tigre" ganha força no 2° turno; senadora Paloma Valencia está no páreo The post Eleição na Colômbia deve ter outra vez 2º turno polarizado entre esquerda e d

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A Colômbia vai às urnas em 31 de maio para escolher o presidente que irá substituir Gustavo Petro, numa disputa com 14 candidatos que apresenta algumas similaridades com outras eleições realizadas na América do Sul desde o ano passado: o candidato progressista lidera as pesquisas de intenção de votos no primeiro turno, mas o agregado de apoiadores da oposição ganha força num eventual segundo turno.
Os candidatos identificados mais ao centro da disputa política perderam espaço e intenções de votos nos últimos meses.
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Pelas pesquisas eleitorais, o filósofo e senador Iván Cepeda, do partido de centro-esquerda Pacto Histórico (PH) é o favorito para liderar a apuração de votos no primeiro turno, com algo entre 38% e 44% das preferências. Em segundo lugar, aparece o milionário advogado Abelardo Gabriel De la Espriella, do Defensores de la Patria, com algo entre 21% e 27,9% das intenções (dependendo da pesquisa). Próximo a ele está a senadora de centro-direita Paloma Valencia, do Centro Democrático, com algo entre 19% e 21%.
A disputa de um possível segundo turno – marcado para 21 de junho – mostra um quadro bem incerto. A pesquisa da consultoria Invamer, por exemplo, divulgada no último final de semana pela Noticias Caracol, aponta Cepeda liderando (54,6% a 42,6%) contra De la Espriella, e à frente também de Valencia (51,2% a 46,6%). Mas os dados apurados pela AtlasIntel mostram quadro inverso: Cepeda estaria 9 pontos percentuais atrás de De la Espriella (39,8% a 48,8%) e 7,5 p.p. atrás da senadora (39,6% a 47,1%).
Esses últimos dados espelham a contínua desaprovação da administração de Gustavo Petro, aliado de Cepeda: segundo a AtlasIntel, 57,2% da população desaprova seu governo, contra 40,5% que aprovam e 2,3% que não responderam. E para 48,8%, o governo é ruim ou muito ruim, ante apenas 36% que o consideram bom ou excelente.
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Veja abaixo um perfil resumido dos principais candidatos à presidência da Colômbia:
Iván Cepeda

Iván Cepeda Castro nasceu em Bogotá, em 1962, é filósofo formado na Bulgária, além de ter um mestrado em Direito Internacional Humanitário pela Universidade Católica de Lyon, na França. Foi deputado entre 2010/2014 e senador entre 2014 e 2022.
Ele é reconhecido tanto internamente como internacionalmente como o facilitador do processo de paz entre o governo colombiano e as FARC, e dos diálogos posteriores com outro grupo armado, o ELN.
Cepeda é forte crítico da violência política no país, opinião que ficou ainda mais forte após seu pai, Manuel Cepeda Vargas, político de esquerda e senador da União Patriótica, ter sido assassinado em agosto de 1994 por um grupo paramilitar, supostamente apoiado pelo Estado. Seu grande adversário político é o ex-presidente Álvaro Uribe, a quem acusou no Congresso da República de ter ligações com traficantes de drogas e paramilitares.
Em seus comícios, tem prometido criar a Lei de Austeridade Republicana, que ajudaria a combater a corrupção, recuperar a confiança nas instituições públicas e redirecionar recursos para a redução da pobreza e da desigualdade. “O governo deve apertar o cinto, não o povo”, afirmou num evento.
Abelardo De la Espriella

O candidato mais à direita dessa eleição e, até aqui, o maior adversário da campanha progressista é Abelardo Gabriel De la Espriella, um advogado criminalista que ficou milionário defendendo celebridades e acusados de corrupção. Um de seus clientes mais notórios foi David Murcia Guzman, fundador da DMG Holding e considerado o cérebro por trás do maior esquema de “Ponzi” da história da Colômbia. Ele foi condenado a 30 anos e 8 meses de prisão por lavagem de dinheiro.
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