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Dólar seguirá abaixo de R$ 5? Analistas veem novas quedas da moeda no curto prazo

Contudo, olhando para um prazo mais longo, divisa americana pode ganhar mais volatilidade e força a depender do cenário eleitoral no segundo semestre The post Dólar seguirá abaixo de R$ 5? Analistas veem novas quedas da moeda no curto prazo appeared first on InfoMoney.

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27 de abril de 2026·4 min de leitura
Dólar seguirá abaixo de R$ 5? Analistas veem novas quedas da moeda no curto prazo

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Por mais uma sessão, o real registra resiliência, com o dólar operando abaixo dos R$ 5 e sem tantas variações mesmo em sessões de fortes variações do Ibovespa. Na casa dos R$ 4,97, a divisa americana acumula perdas de 3,5% em abril e de cerca de 9% no acumulado de 2026.

Com isso, analistas de mercado projetam o que esperar para a moeda mais à frente, com boa parte das casas seguindo otimista com a moeda no curto prazo.

Analistas ressaltam que o real apresentou ganhos entre divisas emergentes pelo cessar-fogo na guerra do Irã iniciado em abril e prorrogado indefinidamente pelo presidente Donald Trump, uma vez que os preços do petróleo permanecem em níveis elevados, favorecendo os termos de troca brasileiros.

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A resiliência da moeda brasileira ainda reflete, sobretudo, um ambiente externo menos favorável ao dólar e um conjunto de fatores locais que ainda sustentam o fluxo de capital para o país.

José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos, ressalta que a casa segue otimista com o real, ainda que haja possível correção.

Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain, reforça que a atual dinâmica cambial não pode ser explicada apenas por fatores domésticos. Mesmo em dias de maior aversão ao risco, o dólar não tem apresentado uma valorização expressiva no mercado internacional, o que reduz a pressão sobre moedas emergentes. Nesse contexto, o Brasil surge como um destino relativamente atrativo, sobretudo por estar fora dos principais focos de tensões geopolíticas globais.

Outro pilar importante é o diferencial de juros. As taxas elevadas no Brasil continuam funcionando como um ímã para o capital estrangeiro, especialmente para investidores interessados em renda fixa, que conseguem combinar retorno elevado com um grau razoável de previsibilidade. Esse fluxo ajuda a explicar a força do real, mesmo em um ambiente externo mais instável. Além disso, o perfil do país como grande exportador de commodities — como petróleo, minério de ferro e grãos — tende a reforçar o ingresso de dólares em momentos de incerteza global, quando esses ativos ganham relevância.

Na leitura de Santana, a tendência de apreciação do real pode continuar no curto prazo, já que o dólar ainda encontra resistências técnicas importantes. A região entre R$ 4,70 e R$ 4,80 é vista como um patamar histórico relevante e tem se mostrado difícil de ser rompida de forma consistente desde 2020. Como o cenário global permanece praticamente inalterado — com conflitos em curso, juros elevados e inflação ainda pressionada —, faltam, por ora, catalisadores claros para uma reversão mais forte do movimento.

Ainda assim, o especialista ressalta que uma mudança mais significativa dependeria da política monetária dos Estados Unidos. Um início mais claro e consistente de cortes de juros naquele país poderia fortalecer o dólar globalmente e alterar o equilíbrio atual, mas esse movimento ainda não é consenso para o horizonte até o fim do ano.

Cristiano Leal, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela B7 Business School, reitera que o fortalecimento do real não é um fenômeno isolado. Há, segundo ele, uma valorização mais ampla de moedas frente ao índice do dólar (DXY), reflexo de ajustes globais e da redistribuição de fluxos internacionais. Nesse ambiente, o Brasil passou a ser visto como um beneficiário relativo do redesenho do comércio global e das tensões tarifárias, atraindo parte do capital que busca alternativas fora dos grandes centros tradicionais.

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