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Dino diz que já há novas “criatividades” no Judiciário após STF limitar penduricalhos

Ministro defendeu que debate breve sobre recursos à decisão que restringiu verbas indenizatórias, ‘antes que se consume um novo caos’ The post Dino diz que já há novas “criatividades” no Judiciário após STF limitar penduricalhos appeared first on InfoMoney.

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30 de abril de 2026·3 min de leitura
Dino diz que já há novas “criatividades” no Judiciário após STF limitar penduricalhos

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira que “já há novas assimetrias” no Judiciário após a decisão da Corte que limitou o pagamento de penduricalhos para magistrados e integrantes do Ministério Público. Segundo Dino, tais “assimetrias” se formam em uma “espécie de conta de chegada”.

— Como se o limite de até 35%, até 35%, tivesse virado um novo piso. E aí começam novas criatividades para poder chegar a esse patamar. Então, antes que se consuma um novo caos, é importante que possamos brevemente fazer o debate, antes que tenhamos uma situação novamente cheia de emaranhados e confusões. E estou vendo isso, criação de novas parcelas, distintas inclusive do que foi decidido — assinalou o ministro.

A ponderação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes indicar, durante a sessão plenária desta tarde, que vai aguardar a publicação do acórdão do julgamento dos penduricalhos para decidir sobre o pedido de entidades da magistratura para que o STF adie a implementação da decisão que limitou o pagamento dessas verbas.

Associações que representam juízes sustentam que os tribunais estão enfrentando “dificuldades” para “compreender e operacionalizar” a decisão do Supremo que estabeleceu quais verbas indenizatórias podem ser pagas aos magistrados, assim como um teto de 35% para o desembolso.

Por outro lado, os magistrados pedem que essa eventual suspensão não abranja a volta do Adicional por Tempo de Serviço (ATS), o aumento de 5% no subsídio dos magistrados a cada cinco anos de atividade, até o limite de 35%. O apelo é para que o benefício, rebatizado como “parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira”, seja implementado “imediatamente”, a partir deste mês.

Nesta tarde, Moraes afirmou que vai esperar a publicação do acórdão do STF sobre o tema para então decidir sobre a prorrogação requerida pelos magistrados. O STF estabeleceu que o limite para o pagamento dos penduricalhos valeria a partir da remuneração de abril, paga em maio à magistratura.

Os juízes querem que esse prazo seja adiado por pelo menos 30 dias contados a partir do eventual julgamento do recurso que as entidades vão apresentar. Além disso, defendem que a operacionalização do teto só ocorra um mês após todo esse processo.

O ministro chegou a conversar sobre o assunto com o presidente da Corte, Edson Fachin, durante o intervalo da sessão desta tarde. Fachin disse “subscrever” a proposta de Moraes. Dino então sinalizou que também aguardaria para deliberar sobre o pedido, por considerar essa a “posição mais prudente”.

Segundo Moraes, a publicação do acórdão aguarda manifestações de alguns ministros do STF. Ele sinalizou que, assim que essas contribuições forem liberadas, “será bom” publicar o documento. O ministro afirmou que os tribunais “em sua grande maioria cortaram” o que foi determinado pelo STF, mas ainda não implementaram o novo ATS porque “não tiveram a possibilidade ou agilidade”.

— Isso gerou desbalanceamento, porque houve o corte, os atrasados também foram cortados porque estão em análise junto aos conselhos — explicou.

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