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Dia do choro: orquestra dedicada ao gênero prepara primeiro álbum

A Orquestra Pizindim, de Brasília, lança nesta quinta-feira (23) – Dia Nacional do Choro - o single “O pulo do sapo”, maxixe composto por Leonardo Benon (Léo Benon), cavaquinista do conjunto, em homenagem a Evandro Barcellos (1961-2016), um dos criadores do Clube do Choro em Brasília (1977). A músic

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Agência Brasil Cultura
23 de abril de 2026·3 min de leitura
Dia do choro: orquestra dedicada ao gênero prepara primeiro álbum

Image: Agência Brasil Cultura

 A Orquestra Pizindim, de Brasília, lança nesta quinta-feira (23) – Dia Nacional do Choro - o singleO pulo do sapo”, maxixe composto por Leonardo Benon (Léo Benon), cavaquinista do conjunto, em homenagem a Evandro Barcellos (1961-2016), um dos criadores do Clube do Choro em Brasília (1977).

A música está disponível nas plataformas digitais sonoras. É a primeira faixa liberada do álbum da Orquestra Pizindim, banda com 13 membros fixos - virtuosos musicistas com instrumentos de sopro, cordas e percussão que, assim como Evandro Barcelos, faz história na capital federal como a primeira orquestra dedicada ao choro.

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O Pulo do Sapo e outras faixas do disco virtual serão executadas ao vivo na Escola de Música de Brasília - no Teatro Levino de Alcântara, às 20h de amanhã (sexta-feira, 24). Como o álbum ainda está em finalização, e sem data para lançamento, está será a primeira oportunidade de ouvir algumas faixas em primeira mão.

Os músicos que formam a Pizindim se juntaram pela primeira vez há três anos, para festejar, como agora, o Dia Nacional do Choro. A data foi oficializada no ano 2000, após iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda, no tempo que ele morava em Brasília.

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Apelido de infância

O álbum da Orquestra Pizindim articula boa parte da história do choro, a começar pelo nome. “Pizindim” é uma referência direta a Alfredo da Rocha Vianna Filho, o instrumentista, compositor e maestro Pixinguinha (1897-1973). Pizindim era apelido de infância do futuro músico, consagrado como um dos maiores artistas brasileiros.

Brasília (DF), 22/04/2026 - Orquestra Pizindim.
Foto: Orquestra Pizindim/Divulgação
Orquestra Pizindim lança primeiro álbum e faz show em Brasília - Foto Orquestra Pizindim/Divulgação

A Orquestra Pizindim se dedicou a um legado ainda pouco reverenciado de Pixinguinha: seu trabalho como arranjador desde o final dos anos 1920 até a década de 1950.

“Acho que só quem é do universo do choro é que sabe de fato quem é Pixinguinha e qual é a sua importância. A maioria das pessoas o conhece apenas como o compositor de ‘Carinhoso’, diz Bruno Patrício, saxofonista, diretor musical da Orquestra Pizindim e produtor executivo do álbum no prelo.

Central do Brasil

Três faixas já gravadas do álbum da Orquestra Pizindim lançam luz e som sobre os arranjos de Pixinguinha.

Duas delas, a valsa “Só tu não sentes” e a marchinha “Tenho um desejo”, foram compostas por um pianista carioca identificado como J. F. Fonseca Costa ou apenas “Costinha”.

Do mesmo tempo de Ernesto Nazareth (1863–1934), Costinha trabalhava na Estrada de Ferro Central do Brasil, que àquela época ligava Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e empregava muitos chorões - como o violonista Satyro Bilhar (1848-1926), e os compositores Cândido das Neves (1899-1934) e Juca Kalut (1857-1822).

As partituras dos arranjos de Pixinguinha para as duas músicas datam de 1957, conforme o acervo organizado e preservado pelo Instituto Moreira Salles, no Rio. “São dois arranjos inéditos para músicas, praticamente, inéditas”, assinala Bruno, fazendo menção a poucas gravações que hoje estão esquecidas.

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