De Tesouro IPCA+ a small caps: como investir com a Selic a 14,50%
Corte de 0,25 p.p. mantém juros restritivos, mas abre janelas de oportunidade. Analistas indicam manter a âncora no Tesouro Selic e buscar prêmios em títulos de inflação, FIIs de tijolo e ações descontadas The post De Tesouro IPCA+ a small caps: como investir com a Selic a 14,50% appeared first on I

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A taxa básica de juros segue em lenta queda. Com a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de cortar a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (29), para 14,50%, o investidor se vê diante de um cenário de transição: embora mais baixos, os juros devem permanecer na casa dos dois dígitos por um longo período, criando um ambiente onde o conforto do alto rendimento da renda fixa passa a dividir as atenções com as oportunidades deixadas pelo desconto nos ativos de risco.
Mas o consenso entre especialistas é de que não adianta só comprar índice e ver o tempo passar. Na renda fixa, ainda não é hora de abandonar o Tesouro Selic, mas os papéis de inflação continuam sendo a “bola da vez”. Já no crédito privado, passa por turbulências, a alta dos spreads abre janela para travar boas taxas em empresas sólidas.
Já na renda variável, small caps, setores ligados à economia doméstica e fundos de tijolo, que ainda negociam abaixo do valor patrimonial, despontam como as grandes oportunidades do momento para quem tolera a volatilidade. Confira as recomendações dos especialistas para cada classe de ativos:
- Títulos públicos: difícil bater o Tesouro Selic
- Crédito privado: taxas compensam o risco?
- Ações: hora de ir às compras?
- Fundos imobiliários: a vez dos fundos de tijolo?
- Internacional: dólar fraco é bom ou ruim?
Títulos públicos: difícil bater o Tesouro Selic
Avaliando o impacto do corte, as perspectivas para a inflação e o risco fiscal, especialistas apontam que o Tesouro IPCA+ tem a melhor relação entre risco e retorno no Tesouro Direto, enquanto o Tesouro Prefixado exige cautela e o Tesouro Selic mantém seu papel de âncora do portfólio.
“Acreditamos que, em um primeiro momento, os títulos prefixados tendem a reagir de forma mais rápida em um ciclo de corte de juros, porém, as maiores assimetrias ainda se encontram nas NTNs-B (Tesouro IPCA+), que apresentam um juro real em torno de 7,5% ao ano para vencimentos de 10 anos”, avalia Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos.
Para quem deseja alocar nesse segmento, João Arthur, diretor de investimentos da Suno Consultoria, orienta ajustar o vencimento ao nível de risco tolerado: “se é um investidor mais conservador, ele vai estar ali no comecinho da curva para ter um carrego de real próximo ao CDI, talvez um pouco acima. Se é um investidor mais moderado para arrojado, vai para a parte intermediária ou para a parte longa da curva”. Ou seja, só escolha vencimentos longos se suportar a volatilidade.
A expectativa da SulAmérica e da Suno é de que a Selic encerre o ciclo na casa dos 13%. Na XP, um pouco acima, em 13,5%. Com isso, o Tesouro Selic segue relevante: “entendemos que os investidores ainda devem manter uma parcela relevante do portfólio em ativos pós-fixados, com movimentações marginais nesta classe de ativo”, oriente Mello.
Crédito privado: taxas compensam o risco?
Os investimentos em títulos de renda fixa emitidos por empresas demandam cautela e seletividade há alguns meses, mas o aumento recente nos spreads – prêmio em relação aos títulos públicos – abriu uma janela de oportunidade para os investidores de perfil moderado ou arrojado.
“Estamos otimistas, mas com cautela”: é assim que Mayara Rodrigues, analista de renda fixa da XP, define a visão da casa para o crédito privado. “De fato, a abertura de spreads proporciona uma janela de oportunidades, mas em bons ativos”, alerta.
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De Tesouro IPCA+ a small caps: como investir com a Selic a 14,50%
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