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Com namorada ‘fã de Trump’, Sergey Brin, do Google, dá guinada à direita

Depois de anos apoiando causas liberais, Sergey Brin lidera investida de bilionários do Vale do Silício contra novo imposto, doa milhões a republicanos e ganha destaque no círculo de Trump The post Com namorada ‘fã de Trump’, Sergey Brin, do Google, dá guinada à direita appeared first on InfoMoney.

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29 de abril de 2026·4 min de leitura
Com namorada ‘fã de Trump’, Sergey Brin, do Google, dá guinada à direita

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Era uma festa de fim de ano na mansão de um titã das criptomoedas no condado de Marin, e Sergey Brin tinha uma bronca para tirar com o governador da Califórnia, Gavin Newsom.

Brin, cofundador do Google e um dos homens mais ricos do mundo, é amigo de longa data de Newsom. Os dois chegaram a comparecer aos casamentos um do outro. Mas agora Brin puxava Newsom para um canto mais reservado da propriedade para uma conversa séria.

Brin disse a Newsom que não apoiava o projeto de imposto sobre bilionários do estado. Logo eles foram acompanhados pela namorada de Brin, Gerelyn Gilbert-Soto, uma influenciadora de saúde intestinal fã de Trump. Mesmo tentando aliviar o clima — brincando que deixaria passar as más políticas de Newsom porque ele era bonito — ela argumentou que a medida destruiria a economia da Califórnia.

Newsom, que nunca parecera inclinado a apoiar o imposto, se manifestou no mês seguinte prometendo derrotá-lo. Ele se recusou a comentar sobre o episódio.

O confronto em dezembro, que aconteceu em uma festa organizada pelo bilionário Chris Larsen e foi relatado por três pessoas que foram informadas sobre o assunto, refletiu a nova postura de combate de Brin. Ele está se mostrando mais agitado politicamente, mais disposto a usar sua fortuna estimada em US$ 273 bilhões em eleições e, ao que tudo indica, mais receptivo a pontos de vista republicanos.

Brin, 52, por muito tempo demonstrou pouco interesse em política. Quando se envolveu, abraçou causas liberais: doou para uma campanha em defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia em 2008 e apoiou a candidatura à reeleição do presidente Barack Obama em 2012. Ele classificou a eleição de Donald Trump em 2016 como “profundamente ofensiva” em comentários vazados a funcionários do Google e depois participou de um protesto contra a proibição de entrada de imigrantes de vários países predominantemente muçulmanos. Em 2021, criou discretamente uma organização sem fins lucrativos que já gastou pelo menos US$ 88 milhões em políticas ligadas ao clima e ao meio ambiente.

Agora, porém, como tantos outros líderes no tradicional bastião liberal do Vale do Silício, Brin se deslocou para a direita.

Com sua namorada abertamente conservadora ao lado, ele se juntou ao grupo de executivos de tecnologia que cortejam Trump em seu segundo mandato. Em maio de 2025, participou de uma arrecadação de fundos com a presença do vice-presidente JD Vance e doou quase US$ 500 mil ao Comitê Nacional Republicano. Em setembro, disse ao presidente, durante um jantar na Casa Branca, que estava “muito grato” pelo apoio do governo às empresas de tecnologia. Em março deste ano, foi nomeado para um conselho de tecnologia da Casa Branca e fez uma doação a um candidato republicano ao governo da Califórnia que desde então recebeu o endosso de Trump.

Brin está particularmente alarmado com a proposta de um imposto único de 5% sobre os bilionários da Califórnia e emergiu como o principal combatente do Vale do Silício contra a medida de votação. Para escapar do imposto, ele se mudou, antes do prazo de 31 de dezembro, para o lado de Nevada do Lago Tahoe (hoje passa uma semana no escritório do Google na Califórnia e outra em Nevada, segundo uma pessoa familiarizada com o arranjo). E já gastou US$ 57 milhões tentando enfraquecer a medida, incluindo US$ 9 milhões adicionais divulgados na sexta-feira.

Questionado sobre o conteúdo deste artigo, Brin declarou, em um raro comunicado: “Fugi do socialismo com minha família em 1979 e sei a sociedade devastadora e opressiva que ele criou na União Soviética. Não quero que a Califórnia acabe no mesmo lugar.”

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O New York Times conversou com mais de uma dúzia de pessoas próximas a Brin para esta reportagem, muitas das quais falaram sob condição de anonimato para descrever conversas privadas.

Os gastos de Brin, somados a doações menores na disputa para governador da Califórnia, fizeram dele o segundo maior doador individual do estado neste ciclo eleitoral — atrás apenas do bilionário Tom Steyer, que está concorrendo ao governo.

“Ele não é um diletante”, disse Marty Wilson, chefe político de longa data da Câmara de Comércio da Califórnia, que conversou com assessores de Brin. “Ele é muito sério e isso não é só um passatempo para ele. Ele vai jogar para valer.”

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