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Belo Horizonte avança rumo à Web 3.0: Prodabel anuncia projetos com Blockchain, Criptomoedas e integração com IA na gestão pública

Belo Horizonte está deixando de ser apenas uma observadora das inovações digitais do eixo Rio-São Paulo para se consolidar como um dos principais polos de vanguarda tecnológica do país. Em um movimento estratégico da gestão do prefeito Álvaro Damião, a capital mineira está integrando de forma inédit

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29 de abril de 2026·4 min de leitura
Belo Horizonte avança rumo à Web 3.0: Prodabel anuncia projetos com Blockchain, Criptomoedas e integração com IA na gestão pública

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Belo Horizonte está deixando de ser apenas uma observadora das inovações digitais do eixo Rio-São Paulo para se consolidar como um dos principais polos de vanguarda tecnológica do país. Em um movimento estratégico da gestão do prefeito Álvaro Damião, a capital mineira está integrando de forma inédita conceitos de Web 3.0 e blockchain diretamente na administração municipal.

Em entrevista exclusiva, Fernando Lopes, presidente da Prodabel (Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte), detalhou os planos da cidade para os próximos anos.

A meta é audaciosa: preparar toda a infraestrutura pública para suportar transações em criptomoedas, gestão descentralizada e a inevitável fusão entre Inteligência Artificial (IA) e tecnologia financeira.

A Revolução invisível: SD-WAN e a nova camada de segurança

Segundo Lopes, o debate sobre a Web 3.0 na administração municipal passa por três pilares fundamentais: a segurança descentralizada, o controle de dados (especialmente via blockchain) e a segurança digital da informação centralizada. Para garantir que a prefeitura opere com excelência nesses três pontos, a Prodabel está implementando uma evolução tecnológica nas suas redes: a tecnologia SD-WAN.

O SD-WAN substitui o modelo tradicional de interconexão de redes do município ao aplicar uma camada de firewall de nova geração, com criptografia profunda de dados e metacriptografia na transmissão (TX e RX) e recepção de informações. “Você encapsula um bloco de dados, faz uma metacriptografia e o trafega entre firewalls físicos e endpoints”, explica o presidente. A maneira mais segura de autenticar e dar acesso a esse tráfego pesado e sigiloso de dados é utilizando a tecnologia blockchain. Este projeto de infraestrutura já está avançado e deve entrar em operação nos próximos meses.

Rotativo em criptomoedas e os “Gêmeos Digitais”

Essas inovações de bastidores logo chegarão às mãos dos cidadãos. A prefeitura está desenvolvendo um conjunto de 13 “Projetos Transformadores” envolvendo diversas secretarias. Um dos destaques da Prodabel dentro desse pacote é o projeto “Gêmeo Digital”, que terá toda a sua lógica de autenticação, acessos e tráfego operada via blockchain.

Outra grande novidade com impacto direto no dia a dia do belo-horizontino é a modernização do Rotativo Digital. A Prodabel está projetando um sistema onde os créditos de estacionamento rotativo, hoje comprados predominantemente via cartão de crédito, possam ser adquiridos com criptomoedas. 

A gestão avalia, inclusive, a possibilidade de desenvolver uma criptomoeda própria da prefeitura, o que agregaria valor e abriria portas para a expansão do seu uso em outras áreas do município.

Apesar das inovações, Lopes ressalta que o papel da Prodabel é atuar como provedora de infraestrutura e não como operadora financeira. Por ser uma empresa pública, o foco é construir o alicerce tecnológico para que o município possa adotar esses recebimentos e pagamentos via ativos digitais de forma segura.

O Primeiro Plano Diretor de TI e o fim do “IoT”

Para dar respaldo legal e estrutural a todas essas mudanças, Belo Horizonte está elaborando o primeiro Plano Diretor de Tecnologia da Informação (TI) de sua história. Este documento será um marco regulatório, definindo oficialmente o uso de blockchain e a adoção de criptomoedas na gestão pública municipal.

Mas a visão da Prodabel vai além da Web 3.0; a empresa já se prepara para o que chama de Web 4.0. Para Fernando Lopes, o futuro a curto prazo (de um a dois anos) é a integração total da IA com o blockchain. Ele é categórico ao afirmar: “O IoT [Internet das Coisas] já não existe mais, morreu. Foi substituído pela IA, e a IA precisa de um meio de pagamento”.

Lopes argumenta que o sistema financeiro tradicional não consegue acompanhar o automatismo exigido por agentes autônomos de Inteligência Artificial. Uma IA que necessita contratar um serviço de forma autônoma não pode aguardar a autorização de um banco convencional. 

Nesse cenário, as criptomoedas surgem como o modelo natural de gestão financeira do futuro, permitindo que robôs e sistemas realizem transações de forma independente e instantânea em um ambiente seguro.

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