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Banco Mundial prevê aumento de 24% nos preços da energia em 2026 devido à guerra

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28 de abril de 2026·4 min de leitura
Banco Mundial prevê aumento de 24% nos preços da energia em 2026 devido à guerra

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WASHINGTON, 28 Abr (Reuters) – Os preços da energia devem ⁠subir 24% em 2026, atingindo o nível mais alto desde a invasão em ⁠grande escala da Rússia à Ucrânia, há quatro anos, se as interrupções mais graves causadas pela guerra ‌no Oriente Médio terminarem em maio, informou o Banco Mundial na terça-feira.

Os preços das commodities podem subir ainda mais se as hostilidades na região aumentarem e as interrupções no fornecimento durarem mais do que o esperado, disse o ‌banco de desenvolvimento global na edição mais recente de seu relatório Perspectivas para o Mercado de Commodities.

O banco disse que seu cenário de referência pressupõe que os volumes de transporte marítimo através da crucial hidrovia do Estreito de Ormuz retornarão gradualmente aos níveis próximos aos do pré-guerra até outubro, mas disse que os riscos estão ‘acentuadamente inclinados’ para preços mais altos.

O cenário base do banco projeta um aumento de 16% nos preços gerais das commodities em 2026, devido ao aumento dos ⁠preços ‌da energia e dos fertilizantes e aos preços recordes de vários metais importantes.

Os preços do petróleo continuaram a subir ⁠nesta terça-feira, uma vez que os esforços para pôr fim à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foram interrompidos e o Estreito de Ormuz permaneceu praticamente fechado, mantendo o fornecimento de energia, fertilizantes e outras commodities da principal região produtora do Oriente Médio fora do alcance dos compradores globais.

Os ataques à infraestrutura de energia e as interrupções no transporte marítimo no estreito, que antes da guerra transportava 35% ​do comércio marítimo global de petróleo bruto, desencadearam o maior choque de fornecimento de petróleo já registrado, informou o Banco Mundial.

Segundo o Banco Mundial, os preços do petróleo bruto do tipo Brent permaneceram mais de 50% mais ​altos em meados de abril do que no início do ano. A previsão é de que o petróleo Brent atinja uma média de US$86 por barril em 2026, um aumento acentuado em relação aos US$69 por barril em 2025, informou o banco.

Os preços do petróleo Brent podem chegar a uma média de US$115 por barril este ano se as instalações críticas de petróleo e gás sofrerem mais danos de guerra e se os volumes de exportação ‌demorarem a se recuperar, disse o banco.

Os contratos futuros do petróleo Brent para ​junho estavam sendo negociados em torno de US$109 por barril nesta terça-feira, depois de terem atingido seu maior valor desde 7 de abril na segunda-feira.

‘A guerra está atingindo a economia global em ondas cumulativas: primeiro por meio do aumento dos preços da energia, depois pelo aumento dos ⁠preços dos alimentos e, finalmente, pelo aumento da ​inflação, que elevará as taxas ​de juros e tornará a dívida ainda mais cara’, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. O choque atingiria mais duramente os mais pobres, ⁠aumentando os problemas dos países em desenvolvimento altamente endividados.

Pressão sobre alimentos

Os preços dos fertilizantes foram projetados para aumentar 31% em 2026, impulsionados por um salto de 60% no preço da ureia, o fertilizante de nitrogênio sólido mais utilizado, que é produzido pela conversão de gás natural para produzir amônia e dióxido de carbono.

O ​aumento nos preços dos fertilizantes alimentará as pressões sobre o suprimento de alimentos, corroendo a renda dos agricultores e ameaçando a produtividade das safras futuras. O Programa Mundial de Alimentos estima que mais ​45 milhões de pessoas poderão enfrentar ⁠insegurança alimentar aguda este ano, se a guerra continuar por um período prolongado.

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