AtlasIntel: Avaliação de Lula reage, mas ainda enfrenta rejeição majoritária de 52,5%
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A nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28) indica uma mudança de sinal na forma como o eleitor diferencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de seu governo. Enquanto a avaliação pessoal do presidente mostra leve recuperação, a percepção sobre a gestão federal segue em trajetória mais negativa.
No recorte sobre desempenho individual, 46,8% dizem aprovar Lula, contra 52,5% que desaprovam. O resultado mantém a rejeição numericamente superior, mas aponta estabilização após meses de deterioração mais intensa. A série histórica sugere uma interrupção na queda da aprovação, ainda que sem reversão clara da tendência.

Já a avaliação do governo permanece mais pressionada. Para 51,3%, a gestão é ruim ou péssima, enquanto 42% classificam como ótima ou boa. Outros 6,8% consideram o governo regular. O dado reforça um patamar de maioria negativa consolidado ao longo de 2026.
A inversão em relação a levantamentos anteriores chama atenção. Em 2025 e no início deste ano, a avaliação do governo costumava aparecer melhor do que a do presidente, sinalizando uma rejeição mais concentrada na figura de Lula. Agora, o movimento oposto sugere que a percepção sobre a condução do governo passou a pesar mais do que a avaliação pessoal do chefe do Executivo.
Os recortes demográficos ajudam a entender essa dinâmica. A desaprovação ao presidente é mais elevada entre homens (58,7%) e entre eleitores mais jovens, chegando a 72,3% na faixa de 16 a 24 anos. Também se concentra entre evangélicos, com 76,1% de rejeição, e entre eleitores de renda intermediária, acima de R$ 2 mil mensais.
Por outro lado, Lula mantém desempenho melhor em segmentos tradicionais de apoio. Entre mulheres, a aprovação supera a desaprovação (52,2% a 47,2%). No Nordeste, o presidente também registra maioria positiva, com 53,3% de aprovação, enquanto nas demais regiões prevalece a rejeição.
Quando o foco é o governo, o padrão se repete, mas de forma mais intensa. A avaliação negativa é majoritária no Sudeste (55,3%) e no Sul (56,6%), além de atingir níveis elevados entre eleitores com ensino médio e superior. Entre evangélicos, a percepção de governo ruim ou péssimo chega a 75,4%.
A diferença entre avaliação pessoal e avaliação de governo tem implicações diretas para o cenário eleitoral. A recuperação, ainda que leve, da imagem de Lula sugere algum espaço para recomposição política. Ao mesmo tempo, a persistência de uma percepção negativa sobre a gestão limita o potencial de avanço mais consistente.
O dado também indica mudança no tipo de desgaste enfrentado pelo presidente. Se antes a rejeição estava mais associada à figura pessoal, agora ela se conecta de forma mais direta aos resultados percebidos do governo, especialmente em áreas sensíveis ao eleitor.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.008 pessoas entre os dias 24 e 27 de abril, por meio de questionário digital. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07992/2026.
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