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8 ações caem mais de 15% e só 5 sobem mais de 10%: os destaques do Ibovespa em abril

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30 de abril de 2026·3 min de leitura
8 ações caem mais de 15% e só 5 sobem mais de 10%: os destaques do Ibovespa em abril

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O Ibovespa fechou o mês de abril quase no “zero a zero”, com leve queda de 0,08%, a 187.318 pontos, após uma sequência de quedas que o distanciou da marca inédita de 200 mil que ensaiou atingir em meados do mês.

Em meio a essa forte volatilidade da Bolsa, algumas ações se destacaram positivamente, como as siderúrgicas, com destaque para Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4). Apenas 5 ações subiram mais de 10% no mês: além de Usiminas, Gerdau, Hapvida (HAPV3), Auren (AURE3) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4) também avançaram pelo menos dois dígitos.

Por outro lado, 8 ações tiveram baixa superior a 15%: duas classes de ações da Cyrela (CYRE4, -19,44%; CYRE3, -17,64%), Cury (CURY3, -18,56%), Yduqs (YDUQ3, -18,04%), MBRF (MBRF3, -16,16%), Suzano (SUZB3, -15,84%), Cogna (COGN3, -15,50%) e Azzas (AZZA3, -15,05%).

Confira os destaques de maiores baixas e altas do mês de abril:

Maiores baixas

Cyrela (CYRE4, -19,44%; CYRE3, -17,64%) e Cury (CURY3, -18,56%)

As ações de incorporadoras voltadas ao segmento de baixa renda recuaram 19,44%, para Cyrella (CYRE3) e 18,56%, caso da Cury (CURY3) em abril, acumulando queda próxima de 30% a 40% em relação às máximas recentes. Uma das razões gerais para o recuo seria a deterioração do cenário e ao aumento da aversão ao risco, segundo o Bradesco BBI.

Além disso, a principal notícia que impactou o setor em abril foi a do programa de renegociação de dívidas em elaboração pelo governo que, entre outras medidas, permitirá que trabalhadores usem parte do saldo do FGTS para quitar dívidas.

Para o BBI, o principal problema é visibilidade: a inflação de custos é difícil de projetar e os resultados do 1T26 (primeiro trimestre de 2026) pouco devem esclarecer esse tema. O contexto, desta forma, mantém uma pressão vendedora de curto prazo sobre as ações do setor e mantém os investidores defensivos, como explica o BBI.

Yduqs (YDUQ3, -18,04%) e Cogna (COGN3, -15,50%)

Muito correlacionadas com juros, as duas maiores companhias do setor educacional no Ibovespa enfrentaram tempos mais difíceis pelo cenário macroeconômico. No mês, a queda foi de 15,50% para Cogna e 18,04% para Yduqs.

Ainda assim, o JPMorgan considera que a Cogna (COGN3) deve consolidar um desempenho operacional mais forte do que o da Yduqs (YDUQ3) ao longo do primeiro trimestre de 2026 (1T26), amparada por uma captação de alunos mais eficiente nas modalidades presenciais, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (24).

MBRF (MBRF3, -16,16%)

O mês da MBRF (MBRF3) foi composto de oscilações nos papéis, com notícias sobre potencial futura oferta de ações da divisão Sadia Halal e a venda de 70 milhões de ações pela Saudi Agricultural ‌and Livestock Investment Company (SALIC). A operação fez com que os papéis derrapassem mais de 10% em apenas uma sessão.

Em 15 de abril, a SALIC vendeu ‌nesta quarta-feira cerca de 70 milhões de ações da produtora ⁠brasileira ‌de alimentos ⁠MBRF (MBRF3), segundo o jornal Valor Econômico, sem fornecer detalhes sobre ​como obteve a informação. No pregão deste dia, a MBRF teve baixa de 10,38%, a R$ 19,60.

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